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Uma pessoa contaminada com sarampo contamina outras 10 pessoas

A pessoa infectada pelo sarampo pode ter febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza e congestão nasal e mal-estar intenso.

O descompromisso com a saúde coletiva está levando a surtos de sarampo, doença até então erradicada no país e em diversas partes do mundo. A preocupação é ainda maior já que uma pessoa contaminada pode transmitir o sarampo, por exemplo, para outras 10 pessoas. Esse é um alerta feito por Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.

E os sintomas não são agradáveis. A pessoa infectada pelo sarampo pode ter febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza e congestão nasal e mal-estar intenso. Após estes sintomas, há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. São comuns lesões muito dolorosas na boca. A doença pode ser grave, com acometimento do sistema nervoso central e pode complicar com infecções secundárias como pneumonia, podendo levar à morte. As complicações atingem mais gravemente os desnutridos, os recém-nascidos, as gestantes e as pessoas portadoras de imunodeficiências.

A transmissão do Sarampo, segundo o Instituto Oswaldo Cruz, ocorre diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração, por isso a facilidade de contágio da doença. Além de secreções respiratórias ou da boca, também é possível se contaminar através da dispersão de gotículas com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas.

A doença é transmitida na fase em que a pessoa apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas.

A única forma de prevenção é a vacinação. Apenas os bebês, que estão sendo amamentados, cujas mães já tiveram sarampo ou foram vacinadas, possuem, temporariamente, anticorpos transmitidos pela placenta, que conferem imunidade geralmente ao longo do primeiro ano de vida (o que pode interferir na resposta à vacinação).

Os principais grupos de risco são as pessoas de seis meses a 39 anos de idade. Dentre os adultos, os trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo apresentam maiores chances de contrair sarampo, devido à maior exposição a indivíduos que não adotam a mesma política intensiva de controle da doença. As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba (tríplice viral): a primeira, com um ano de idade; a segunda dose, entre quatro e seis anos. Os adolescentes, adultos (homens e mulheres) e, principalmente, no contexto atual do risco, os pertencentes ao grupo de risco, também devem tomar a vacina tríplice viral ou dupla viral (contra sarampo e rubéola).

A vacinação é gratuita! E você já tomou as suas? Contra pra gente na área de comentários.

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