Sustentabilidade

Suíça assume a liderança em inovação

Ranking foi divulgado pela OMPI, no Índice Global de Inovação 2019

A edição 2019 do Índice Global de Inovação (IGI), lançada em julho (24/07/2019) destaca que a Suíça é o pais mais inovador do mundo. Logo em seguida estão a Suécia, Estados Unidos, Holanda e Reino Unido. O estudo é realizado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

Neste ano a situação do Brasil piorou, caindo para a 66ª colocação. Segundo o levantamento, a maior economia da América Latina e Caribe tem como áreas mais competitivas o investimento em pesquisa e desenvolvimento, a presença de empresas globais, publicações científicas e universidades de qualidade. O país também é o único da região com centros de tecnologia e ciência entre os 100 melhores do mundo.

A pesquisa também identificou outros líderes regionais, como Índia, África do Sul, Chile, Israel, China, Vietnã e Ruanda no topo dos seus respetivos grupos.

De acordo com o levantamento da OMPI, o panorama global da ciência, inovação e tecnologia passou por importantes mudanças nas últimas décadas. As economias de renda média, especialmente na Ásia, estão contribuindo cada vez mais para as taxas globais de pesquisa e desenvolvimento e de criação de patentes.

A nova edição também afirma que o aumento do protecionismo apresenta riscos. Segundo a OMPI, se o aumento do protecionismo “não for contido, levará a uma desaceleração do crescimento da produtividade e da difusão da inovação em todo o mundo”.

Outra conclusão é que os produtos de inovação ainda estão concentrados em poucas economias. As divisões também persistem na forma como as economias obtêm retorno sobre os seus investimentos. Os autores afirmam que “algumas economias conseguem mais com menos”.

O IGI é publicado há 12 anos e é uma referência global que ajuda autores de políticas públicas a entender melhor como estimular atividades de inovação, um dos principais impulsionadores do desenvolvimento econômico e social.

Integram a lista deste ano 129 países, com base em 80 indicadores. São levadas em conta medidas tradicionais, como investimento em pesquisa e desenvolvimento e aplicações de patentes e marcas registradas, até indicadores mais recentes, como criação de aplicativos para telefones celulares e exportações de alta tecnologia.

Em nota, o diretor-geral da OMPI, Francis Gurry, disse que o IGI deste ano “mostra que os países que priorizam a inovação em suas políticas viram aumentos significativos em suas posições”. Segundo o especialista, “a ascensão de potências econômicas como China e Índia transformou a geografia da inovação e isso reflete uma ação política deliberada para promovê-la”.

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