04-07-2017

Protocolo sucroenergético evitou emissão de quase 10 milhões de t de CO2 em São Paulo

Como resultado da eliminação da queima da palha, a redução da emissão de poluentes, prejudiciais à saúde humana, e de gases de efeito estufa (GEE), responsáveis pelas mudanças climáticas, se destaca como outra conquista importante do Protocolo Agroambiental.

A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA) divulgou neste mês dados sobre quais  são os motivos de comemoração. Além dos dez anos da implantação do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, que pôs fim à queima da palha de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo, a ação contribuiu para reduzir em quase 10 milhões de toneladas de gás carbônico.

O Relatório da Safra 2015/2016 do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, apresentado pela UNICA, mostra que 91,3% da colheita da cana-de-açúcar das usinas e fornecedores de cana signatários foi realizada sem o emprego do fogo, por meio da colheita mecanizada. O consumo médio de água no processamento industrial da cana atingiu o patamar estabelecido pelo Zoneamento Agroambiental para a maior parte das regiões do Estado.

Essa mudança no sistema de produção de cana exigiu investimentos elevados do setor para aquisição de frentes de colheita, capacitação de mão de obra e sistematização dos canaviais para a colheita mecanizada, e resultou em ganhos ambientais para todo o estado, principalmente nas regiões canavieiras.

Na safra 2015/2016, a colheita da cana-de-açúcar sem o emprego do fogo pelas usinas e fornecedores de cana signatários alcançou o patamar de 91,3% da área colhida, número que corresponde a uma área de 3,46 milhões de hectares.

Como resultado da eliminação da queima da palha, a redução da emissão de poluentes, prejudiciais à saúde humana, e de gases de efeito estufa (GEE), responsáveis pelas mudanças climáticas, se destaca como outra conquista importante do Protocolo Agroambiental. Desde a safra 2006/2007, houve uma redução de 89% da área autorizada para queima da cana-de-açúcar e mais de 52 milhões de toneladas de poluentes atmosféricos (monóxido de carbono, material particulado e hidrocarbonetos). As emissões de CO2 eq evitadas correspondem ao que 150 mil ônibus teriam emitido para atmosfera circulando durante um ano em uma grande cidade.

A redução na emissão de gases de efeito estufa é um desafio que une diversos esforços, entre poder público e privado. Há um século e meio, no mínimo, gases como CO2 (Gás carbônico) e CH4 (Gás metano) são liberados sem critérios. Isso ocorre por meio da queima de combustíveis de origem fóssil, como o petróleo e também pela devastação de florestas e dos recursos hídricos.

Esses gases formam uma camada espessa ao redor da terra, que impedem o retorno dos raios solares incidentes sobre ela ao espaço. O resultado é um superaquecimento da crosta terrestre e o crescente aumento da temperatura. Os fenômenos são chamados aquecimento global e efeito estufa, que vêm causando danos significativos ao meio ambiente.

Ajudar as empresas neste desafio é uma das propostas da Novozymes, multinacional dinamarquesa, que produz enzimas e microrganismos que ajudam as indústrias a tornarem seus produtos mais sustentáveis e administrarem da melhor maneira os recursos naturais. Com isso, a empresa ajudou a economizar, em 2016, cerca de 60 milhões de toneladas em emissões de gás carbônico e dióxido de carbono, contribuindo para a redução da produção de resíduos e a emissão de gases de efeito estufa. A economia alcançada equivale a retirada de cerca de 30 milhões de carros das estradas. No segmento de biossoluções, a multinacional é referência na produção de enzimas que otimizam o processo de produção de biocombustíveis que podem reduzir em até 130% as emissões de gazes, gerando, assim, menor impacto ambiental.

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