27-09-2016

Produção de etanol a partir do amido de farinha de mandioca

Geralmente, quando se ouve falar em etanol, ele está associado à cana-de-açúcar como matéria-prima principal. No entanto, há diversas outros elementos que podem gerar o etanol, entre eles a mandioca que, inclusive, apresenta melhor desempenho em comparação à cana-de-açúcar quando o assunto é produtividade por tonelada.  Uma tonelada de cana-de-açúcar produz 85 litros de etanol e uma tonelada de mandioca gera 104 litros de etanol. Portanto, na busca incessante por opções de biocombustíveis que possam reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, o etanol produzido a partir da mandioca torna-se um excelente aliado. Para complementar suas vantagens, o cultivo da mandioca é rudimentar, possível inclusive em solos de baixa produtividade, favorecendo o engajamento de pequenas propriedades e a promoção da agricultura familiar.

Como funciona o processo de fabricação?

A produção de etanol utilizando mandioca passa pela etapa de converter o amido contido nas raízes em glicose (açúcar), para posteriormente gerar a fermentação e a fabricação do etanol. O processo de fabricação pode ser feito em alambiques (iguais aos da produção de bebidas destiladas artesanais) ou de forma industrial (com torres ou colunas de destilação). As etapas são as seguintes:

Descascar: depois de pesadas e devidamente lavadas, as raízes devem ser descascadas.

Ralar: é preciso ralar as raízes, pois esse processo facilita a gelatinização do amido e a ação de converter o amido em glicose.

Gelatinização: a mandioca é aquecida na água, deixando os grânulos de amido propensos à ação das enzimas, formando uma pasta viscosa.

Sacarificação: nesta etapa ocorre a alteração do amido, formando um mosto, que é uma solução rica em glicose. Para isso são adicionados ácidos ou enzimas.

Fermentação: aqui as leveduras transformam o açúcar em álcool. O início da fermentação ocorre a partir da mistura do inóculo de leveduras na solução açucarada.

Destilação: por meio da ebulição da mistura, é possível separar os componentes que estão no mosto fermentado, entre eles os resíduos, as substâncias não fermentadas e a água.

Secagem: após todo o processo o etanol ainda apresenta uma mínima quantidade de água. É possível secar esse álcool, mas esse processo nem sempre é vantajoso.

Maximize ainda mais a produção de etanol

As enzimas produzidas pela líder mundial em bioinovação, a Novozymes, aperfeiçoam a conversão de mandioca em etanol. O desempenho e facilidade de uso das enzimas da Novozymes permitem maiores rendimentos e menores custos de processamento. As soluções oferecidas são produzidas sob medida, incluindo a possibilidade de desfrutar de enzimas personalizadas.

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