07-11-2017

Pesquisa identifica mais de 90 novas espécies de peixes na Amazônia

Relatório reuniu as descobertas da ciência na Amazônia entre 2014 e 2015

Um levantamento realizado por especialistas, com base nas publicações científicas com a descrição de novas espécies na Amazônia entre 2014 e 2015 e seus registros, foram verificados no site Worldfish e Fishbase.

As mais de 90 novas espécies de peixes descritas somam-se às descobertas anteriores, totalizando quase 500 novas espécies da Amazônia de 1999 até 2015. O número foi divulgado pela iniciativa Amazônia Viva, do World Wide Fund for Nature (WWF), em parceria com o Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, em um relatório que reuniu as novas descobertas da ciência na Amazônia entre os dois anos. Essa é a terceira edição do documento.

Bárbara Calegari, da PUC Rio Grande do Sul, é uma das pesquisadoras que descreveu novas espécies nesse período. Bárbara trabalha na descrição de espécies novas há mais de 10 anos. Ela diz que a região de distribuição das espécies descritas por ela (Gelanoglanis pan e Tatia melanoleuca) é a bacia do alto rio Tapajós. “Essa é considerada uma área de endemismo de espécies de peixes e, até pouco tempo, era muito pouco conhecida quanto à sua fauna, a qual está, infelizmente, sob forte influência de barragens hidrelétricas, que podem contribuir negativamente para a conservação destas e de outras espécies”, diz.

“Descrever a biodiversidade brasileira é um grande desafio para todos nós pesquisadores.  Sabe-se que o número de espécies desconhecidas para a ciência é ainda bastante subestimado. A região Amazônica abriga uma rica fauna de peixes e o desafio se torna ainda maior frente às dificuldades em acessar regiões remotas e de difícil acesso. Espero, assim, como todo pesquisador, que nossos esforços e estudos sirvam direta ou indiretamente para a conservação das espécies e preservação do meio ambiente”, comenta Bárbara.

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