22-09-2016

Os tratamentos do chorume

O chorume é um líquido altamente poluente que, se não tratado de forma adequada, causa sérios problemas à natureza.

Em lixões e aterros sanitários é bastante comum encontrar um líquido altamente poluente, chamado de chorume. Ele é produzido devido à umidade do ar em conjunto com a decomposição da matéria orgânica presente no lixo doméstico. O cheiro forte, a coloração escura e a textura viscosa escondem substâncias orgânicas, entre elas o carbono e o nitrogênio orgânico e, na lista dos itens inorgânicos, outras como chumbo, cobre, mercúrio, cromo e arsênio.

O chorume possui biodegradabilidade mínima. A presença de metais pesados é alta, o que causa sérios problemas para plantas e animais. Nas pessoas, o acúmulo de metais pesados pode levar a diversas complicações de saúde, como diarreia, problemas pulmonares, tumores no fígado, rinite alérgica, tireoide, dermatoses, alterações gastrointestinais e mudanças neurológicas. Baratas, moscas e roedores costumam ser atraídos pelo chorume, facilitando a transmissão de doenças para os seres humanos.

Para amenizar complicações ambientais e de saúde pública, é necessário realizar o tratamento do chorume. Entre os principais procedimentos, estão:

Tratamento biológico

É o método mais comum e de baixo custo considerado por especialistas como o mais eficiente para aterros sanitários. São necessárias três etapas:

Lagoa anaeróbica: corresponde ao tratamento do chorume que dura cerca de sete dias. Nessa etapa a matéria se degrada devido à ausência de oxigênio.

Lagoa aeróbica: a etapa dura de três a cinco dias, o chorume recebe oxigenação forçada e ocorre a retirada dos metais pesados.

Lagoa de estabilização: nesta etapa o chorume vira lodo e é colocado em um local para secar. Depois disso já pode ser descartado, assim como a água restante.

Tratamento por substâncias químicas

Este tratamento apresenta maior risco de contaminação em decorrência dos elementos químicos que fazem parte do processo. Substâncias químicas são adicionadas ao chorume na seguinte ordem: inicialmente é feita a precipitação dos sais orgânicos contidos no chorume, através da alcalinização com suspensão de cal.

Para minimizar a concentração de cal é preciso adicionar cálcio. Esse processo acaba gerando fósforo e amônia e ambos precisam ser removidos. A precipitação dos sais orgânicos leva à diminuição da matéria orgânica presente no chorume. Diferente do processo biológico, a água restante precisa ser tratada.

Tratamento bioquímico

As plantas são empregadas como principais agentes de despoluição. São feitas barreiras bioquímicas visando retirar, isolar e deteriorar as substâncias tóxicas presentes no chorume, assim as plantas absorvem os contaminantes. Embora o tratamento pareça simples, é preciso selecionar cautelosamente a espécie de planta que será utilizada.

Assim como ocorre no tratamento por substâncias químicas, o líquido também precisa ser tratado antes de ser reutilizado.

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