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O Trilema Energético e a pontuação do Brasil

O Brasil ocupa o 39º lugar no ranking mundial do trilema energético do Conselho Mundial de Energia

O trilema energético é uma ferramenta criada pelo Conselho Mundial de Energia para avaliar a capacidade de um país em promover a energia sustentável por meio de três dimensões: Segurança energética, equidade energética e a sustentabilidade ambiental.

  • Segurança energética: está relacionada à dependência do país das importações líquidas para o consumo total de energia, da diversidade na geração de energia e do armazenamento de energia;
  • Equidade energética: está relacionada ao acesso da população à eletricidade e aos preços da energia elétrica, do diesel e da gasolina.
  • Sustentabilidade ambiental: está relacionada à intensidade energética, à geração de eletricidade de baixo carbono e às emissões de CO2 per capita.

A classificação mede o desempenho geral do país na obtenção de uma combinação sustentável de políticas e o grau de equilíbrio (A, B ou C) avalia o quão bem um país administra as dimensões do trilema. O Brasil ocupa a 39ª colocação no ranking mundial da ferramenta, tendo uma pontuação de 71,6 para o ano de 2019 e apresenta um bom desempenho em relação a duas das três dimensões: na equidade energética e na sustentabilidade ambiental. No topo deste ranking estão: Suíça, Suécia e Dinamarca.

O bom desempenho na equidade energética se deve ao fato de que aproximadamente 99,8% da população brasileira tem acesso à energia elétrica (IBGE, 2019). O que equilibra a pontuação nessa dimensão considerando que o preço dos combustíveis no Brasil é um dos mais altos do mundo. Já no que diz respeito à sustentabilidade ambiental, dimensão na qual o país possui a maior pontuação, o bom desempenho se deve à grande participação de energias renováveis na sua matriz energética que, em 2018, foi de 45,3% segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), um valor muito alto se comparado ao de outros países cuja dependência de fontes fósseis ainda é muito grande.

Em relação à segurança energética o país tem uma pontuação menor, o que se deve, em parte, a um leve aumento na dependência das importações ao longo do tempo, apesar disso,  da pontuação nessa dimensão vem melhorando nos últimos anos. O Brasil ocupa uma posição ligeiramente  inferior em patrimônio líquido de energia devido aos altos preços da eletricidade e aos indicadores de acesso à energia de qualidade inferior. Com muitos indicadores fortes em todas as dimensões, o Brasil obtém uma nota geral de ABA: A em Equidade Energética; B em Segurança Energética; A em Sustentabilidade ambiental.

Para explorar o relatório completo do trilema energético de 2019 clique aqui não esqueça de deixar seu comentário!

 

 

 

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