04-05-2017

O que pode ser produzido a partir do etanol

Do aquecimento da casas à produção de bebidas alcóolicas e combustível, o etanol faz parte do nosso dia a dia

O etanol é um biocombustível que faz parte da história do Brasil. Além de ser um combustível mais benéfico para a natureza, pois é limpo, renovável e autossustentável, ele também é fundamental para a produção de diversos produtos que, muitas vezes, nem nos damos conta. Ele move carros, ônibus e aviões e hidrelétricas, mas também está presente no gás utilizado para a fabricação de refrigerantes, em bebidas alcoólicas como cervejas e destilados, como a cachaça.

O álcool etílico, conhecido como etanol, está presente nas nossas casas, há muitos anos. Usado para a limpeza, esterilização e por muitos anos para acender as churrasqueiras aos finais de semana, hoje ele ajuda a esquentar as casas no Sul do Brasil, com as lareiras que são impulsionadas pelo produto, evitando a queima de madeira.

Com o refino, as usinas obtêm o etanol hidratado, usado para abastecer os automóveis em todo o país. A versão anidro, que é o etanol puro, sem água é base para a produção de tintas, solventes e misturado à gasolina. Nos Estados Unidos, um subproduto do etanol  de milho já é usado também na fabricação de plásticos.

A partir dos resíduos de produção do etanol, é possível retirar matéria-prima para a produção de celulose, para chapas de isolamento, combustível sólido para as padarias, em substituição à lenha, condicionador de solo, reduzindo a demanda de uso de herbicidas, além de forragem para animais e geração de energia elétrica.

O bagaço da cana-de-açúcar é um dos principais subprodutos para a produção de etanol celulósico, mais conhecido como etanol de segunda geração. Esse bioetanol é considerado um combustível renovável alternativo e com grande potencial para substituir os combustíveis à base de petróleo.

O etanol de primeira geração é produzido a partir de matérias-primas com alto teor de açúcar, como a cana e o milho, por exemplo. Já o etanol de segunda geração, se pauta na utilização de biomassa não alimentar, como o bagaço da cana-de-açúcar. Segundo um estudo da Universidade de São Paulo (USP) estima-se que, durante o processamento da cana, são gerados, anualmente, aproximadamente, 160 milhões de toneladas de bagaço. Os processos biológicos para a conversão de biomassa lignocelulósica em açúcares fermentáveis para a produção de etanol vem sendo considerada uma alternativa promissora para atender à demanda mundial por combustível.

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