23-01-2017

O Brasil e o acordo de Paris sobre o clima

Firmado entre 197 países, entre eles o Brasil, o Acordo de Paris visa intensificar as ações mundiais e diminuir os impactos ambientais causados pelas alterações climáticas.

O Acordo de Paris sobre o clima foi um acordo firmado entre 197 países, em 05 de outubro de 2016. Ele começou a vigorar em 04 de novembro, com o objetivo de intensificar as ações mundiais de reação às mudanças climáticas e aos prejuízos delas resultantes. Assim, essas nações se capacitam para enfrentar melhor os impactos ambientais causados por essas alterações.

Objetivo do acordo

O grupo, que compõe a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (UNFCCC, do inglês United Nations Framework Convention on Climate Change), assumiu o compromisso de reduzir a liberação de gases que causam o efeito estufa, para que a temperatura média do globo terrestre não aumente mais que 2°C (dois graus Celsius) em níveis pré-industriais. Nesse sentido, existe um esforço também em incentivar as iniciativas que limitem o aumento da temperatura em 1,5°C com base nos mesmos níveis.

O governo de cada nação concordou, então, que se empenhará na redução da emissão dos gases poluentes, cada um dentro de sua realidade econômico/social. Tudo baseado nas Pretendidas Contribuições Nacionalmente Determinadas (iNDC, em inglês), documento em que cada nação define a sua contribuição no acordo.

Brasil

O Brasil, em sua iNDC, faz o tratado de uma redução de emissão dos gases causadores do efeito estufa em quase 40%, abaixo das medições de 2005. Essa meta deve ser alcançada em, no máximo, 20 anos. A intenção é aumentar gradativamente essa medida, para que em 2030 a emissão desses gases atinja uma média 45% menor em comparação com o mesmo período.

Além disso, em 25 anos, a contar de 2005, o Brasil se dispõe para a colaboração de bioenergia sustentável, com recursos energéticos renováveis e para a restauração de mais de 10 milhões de hectares de matas.

Recursos financeiros

Em termos monetários, o acordo prevê um incentivo conjunto anual, dos países desenvolvidos, de US$ 100 bilhões para as nações em desenvolvimento, com a intenção de amenizar os efeitos das oscilações climáticas nesses países. Os países em desenvolvimento podem, ainda, ajudar-se mutuamente, aumentando o quadro de cooperadores financeiros das propostas.

Medidas preventivas

Para evitar estagnação, os participantes terão que se adequar a padrões de ratificações constantes das promessas e serão monitorados no cumprimento de seus tratados. As convenções que prometem diminuir a emissão de gases causadores do aquecimento global serão revisadas com uma periodicidade de cinco anos e isso possibilitará uma crescente busca em alcançar as metas.

Para saber mais sobre o Acordo de Paris e outros assuntos ligados ao meio ambiente e à biodiversidade, acesse o Bioblog, o blog da Novozymes, multinacional dinamarquesa que é referência mundial no ramo de bioinovação e oferece soluções com o intuito de gerar menos impacto ambiental.

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