26-09-2017

Novozymes lança Spirizyme® 2.0 T e T Ultra Spirizyme para o mercado europeu de etanol

Enzimas avançadas que ajudam a aumentar a produção de etanol, tornam plantas mais lucrativas convertendo o açúcar residual que, de outra forma, seria desperdiçado.

Um importante anúncio neste mês de agosto para o mercado europeu de etanol. A Novozymes, multinacional dinamarquesa, lançou duas versões de enzimas, a Spirizyme® 2.0 T e T Ultra Spirizyme. Os dois produtos integram o portfólio Spirizyme T, que conta com um conjunto avançado de enzimas que têm como foco aumentar o rendimento e melhorar o desempenho do processo produtivo, contribuindo diretamente para a conversão de açúcares residuais que seriam descartados pelas indústrias.

“Reduzir o açúcar residual, tais como a trealose, por meio de uma melhor conversão, gera até 850.000 euros a mais de receita para a planta de etanol,” comenta Thomas Schrøder, Vice-Presidente de biorrefinamento comercial da Novozymes. “Ensaios realizados em plantas fabris com o uso dos produtos Spirizyme T mostraram que eles reduzem a quantidade de açúcares DP2 em até 70%.”

A Trealose é um tipo de açúcar que, normalmente, é desperdiçado em uma planta de etanol padrão. Ela constitui uma parte significativa no “pico DP2”, que é uma medida de dissacarídeos, que resulta em açúcar residual na unidade fabril. A enzima trealase ajuda na conversão da glicose que pode, então, ser fermentada para a produção de etanol.  Quanto mais uma planta de etanol puder converter de DP2, mais etanol será produzido.

A Novozymes aposta em tecnologia comprovada, em conjunto com um portfólio de serviços técnicos avançados, como o Spirizyme T, que foi criado a partir inovação e pesquisa avançada. Essa solução pode ser facilmente integrada na produção, com baixo risco de erros de processo. O blend é adequado às usinas, com misturas conhecidas como glicoamilase, que com a adição da trealase contribui para aumentar ainda mais o desempenho.

Além de um portfólio completo para o mercado de etanol, a Novozymes conta com uma equipe de cientistas e pesquisadores exclusivos, que dominam técnicas de gerenciamento e análise de dados. Além disso, são preparados para entender as condições de atuação das plantas fabris e a determinar qual produto é mais adequado para cada indústria. Essa equipe técnica é fundamental, pois esse auxílio ajuda os clientes a otimizar a dosagem de produtos para chegar aos melhores resultados.

“Além de sermos líderes no setor de tecnologia de conversão, temos capacidade comprovada no oferecimento de serviços técnicos consistentes focados em proporcionar a melhoria de desempenho de nossos clientes”, acrescenta Thomas Schrøder. “Quando nossos cientistas de campo ajudam a otimizar os processos das usinas, juntamente com os clientes, a mágica acontece em termos de maior rendimento e maior lucro”.

Os clientes podem obter apoio adicional da área de bioenergia da Universidade Novozymes, que oferece educação personalizada e treinamento para ajudar os funcionários da planta a melhorar suas habilidades e conhecimentos.

O que é o DP2?:

O etanol é produzido pela fermentação do açúcar pela levedura. A produção comercial de etanol combustível envolve a quebra do amido do milho, trigo e outras matérias-primas em açúcares simples. Após, é realizada a fermentação destes açúcares pela levedura e, finalmente, a recuperação do etanol e subprodutos que podem ser utilizados como alimentação animal.

Açúcares não fermentados são desperdiçados e é por isso que os produtores de etanol estão interessados em tecnologias que aumentem a eficiência. Após a fermentação, gerentes de planta de etanol executam testes de cromatografia líquida de alta Performance (CLAE) para medir a quantidade de açúcar residual. O teste mede os quatro tipos de açúcares: DP1 (simples cadeias de açúcar como a glicose), DP2 (dois-açúcares correntes, tais como a trealose), DP3 (cadeias de açúcar-3) e DP4 (todo o resto).

Reduzir estes picos de “açúcares” é a chave para maximizar a produção de etanol. Em uma planta de etanol típica, aproximadamente, 70% de DP2 não é fermentado. É por isso que a conversão da trealose em glicose pode aumentar consideravelmente o rendimento das indústrias. E é exatamente isso que a enzima trealase faz.

Produção de biocombustíveis

A Novozymes, pioneira e líder na indústria de bioenergia, foca seus serviços em soluções avançadas de bioinovação que estabelecem novos padrões de desempenho e viabilidade. As enzimas são vitais na conversão da estrutura complexa da biomassa em etanol, e a Novozymes tem mais de uma década de experiência no aperfeiçoamento do processo de conversão de biomassa.

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