Bioenergia

Norte-americanos poderão comprar biocombustíveis na bomba com um preço menor

As vendas de biocombustíveis poderão ser intensificadas nos Estados Unidos

Na última semana, no dia 11 de maio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump informou aos senadores republicanos que estava considerando permitir que o etanol e outros biocombustíveis de exportação fossem contabilizados nos volumes anuais exigidos pela Agência de Proteção Ambiental do país. A notícia, divulgada pela agência Reuters, trouxe ainda a informação de que o presidente norte-americano desistiu dos planos de aplicar um limite de preço nos créditos de compliance que as refinarias devem submeter à agência e que também apoiaria a suspensão das restrições nas vendas de gasolina com misturas de etanol.

A notícia foi recebida positivamente entre as empresas que atuam em prol dos biocombustíveis, como a Novozymes. Segundo Adam Monroe, Presidente das Américas da empresa, a decisão de Trump de permitir a venda do combustível E15, que é uma mistura de 15% de biocombustível e 85% de gasolina, deve ser comemorada.

“A decisão do Presidente Trump de permitir a venda da E15 na bomba é uma boa notícia e chega num momento crítico. No dia 1º de junho, pela primeira vez em décadas, será o dia em que os consumidores dos EUA não precisarão pagar mais desnecessariamente pelo combustível e os varejistas e os agricultores não sentirão o aperto das reduzidas vendas de biocombustível devido a regulamentações desatualizadas, restritivas e desnecessárias. Para que essa decisão traga ajuda para a temporada de verão, como prometido, a EPA deve agir imediatamente para permitir mudanças regulatórias rápidas. Isso permitirá que a indústria de biocombustíveis forneça mais combustíveis renováveis ​​de baixo carbono e baixo custo que os consumidores demandam há bastante tempo”.

No Brasil a mistura do biocombustível etanol na gasolina já é de 27% (E27), o que é considerado um avanço na luta a favor do meio ambiente e na busca pela redução na emissão de gases de efeito estufa. É um caminho que muitos países devem seguir nos próximos anos.

Tags:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *