22-07-2017

Mudanças Climáticas podem aumentar a miséria no mundo

Overseas Development Institute avalia que a alterações no clima podem deixar 720 milhões na miséria

            Um recente relatório do Overseas Development Institute, do Reino Unido, demonstra números assustadores que podem ser provocados pelas mudanças climáticas. Segundo estudo, as alterações no clima podem levar 720 milhões de pessoas à miséria.

Os dados apresentados no estudo se baseiam nas estimativas de emissões de gases no cenário atual e se nada for feito para mudar essa realidade, o planeta irá sofrer com eventos climáticos extremos, como secas severas, mudanças nas estações, chuvas constantes, enchentes, aumento do nível do mar, derretimento de geleiras, que vão provocar ainda mais migrações humanas, além de reduzir a produtividade no campo, causando a escassez e aumento nos preços dos alimentos.

A organização destaca que, para que as medidas de erradicação da pobreza sejam concretizadas é preciso que o pico de emissões realmente aconteçam até 2030 e que cheguem em próximas a zero no ano 2100. “A erradicação da pobreza não pode ser mantida sem profundos cortes nas emissões de gases de efeito estufa”, informa a entidade.

Neste estudo eles também destacam que as práticas agrícolas com baixas emissões de gases de efeito estufa podem levar ao incremento de produção, além disso, investimentos em energias renováveis e geração de energia, bem como as melhorias nos transportes públicos levariam à redução de doenças relacionadas à poluição.

Essa visão sustentável da agricultura com baixas emissões de gases é uma das preocupações da Novozymes. Neste ano, a empresa apresentou um estudo inovador sobre produtividade e sustentabilidade, chamado “E se nós pudéssemos combater a pobreza, a fome e a poluição?”. A pesquisa discorre sobre como é possível gerar mais valor na cadeia da agricultura usando a biotecnologia. Para a análise, foram feitos levantamentos sobre a atual produtividade de um hectare utilizado para a criação de frangos nos Estados Unidos. A produção de milho, atual, rende 153 bu/ca (bushel por acre) ou 9,6 Toneladas por hectare de milho, que podem alimentar 900 frangos. Eles mostram como a biotecnologia pode ajudar os produtores a rentabilizar ainda mais o negócio, com uma produção mais sustentável e aproveitando melhor a terra para a geração de novos produtos, como o aproveitamento do adicional da produção para a geração de bioenergia, etanol, além da diminuição do impacto das emissões de CO2.

A utilização de microrganismos no plantio contribuem para melhorar a produção, por exemplo, do milho. É possível produzir muito mais com a mesma quantidade de terra. Com esse rendimento, é possível continuar alimentando a mesma quantidade de aves (900), mas a produção extra pode ser utilizada para novos negócios, como a geração de energia e a produção de biocombustíveis. Ao aplicar essas medidas, o agricultor substitui os combustíveis fósseis e diminui em 1 Tonelada de emissão de CO2.

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