07-09-2017

Mercado de biotecnologia no Brasil aponta grandes oportunidades de crescimento

Essa é uma indústria que vem crescendo rapidamente nos últimos anos em todo mundo, tendo dobrado seu tamanho no último decênio

             O setor de biotecnologia no Brasil conta com 155 empresas que atuam nas áreas de agricultura, bioenergia, insumos, meio ambiente, saúde animal, saúde humana e misto, segundo pesquisa da Fundação BIOMINAS. Minas Gerais (29,6%), São Paulo (42,3%) e o Sul (14,4%) concentram o maior número de empresas e, nesse apanhado geral, outro dado interessante versa sobre o número de patentes. Dessas empresas, 84% não têm patentes depositadas no Brasil, sendo que apenas 10% tem uma, 2,8% têm duas e 2,8% têm três depósitos.

Para a fundação, a explicação é de que, no Brasil, a maioria das inovações tecnológicas são desenvolvidas dentro de institutos de pesquisas e universidades. Essa é uma das provas de que a biotecnologia tem um potencial gigante para ajudar a resolver muitos problemas da sociedade, como maior produtividade em agricultura, sementes adaptadas a diferentes condições climáticas do país, degradação ambiental, combustíveis, saúde, entre outras.

A solução para isso são os investimentos na ”Indústria de Biotecnologia”. Essa é uma indústria que vem crescendo rapidamente nos últimos anos em todo mundo, tendo dobrado seu tamanho no último decênio, passando de 8 bilhões de dólares de receitas em 1993 a 20 bilhões de dólares em 1999, com o volume total de negócios gerados em um ano em torno de 47 bilhões de dólares. Já o mercado biotecnológico brasileiro atingiu o patamar de 2,8% do PIB no ano de 2004 e o Brasil é reconhecido pela pesquisa e investimento na área de produção de biocombustíveis.

Uma matéria da Revista IstoÉ, mostra que, entre 1997 e 2013, a biotecnologia gerou um benefício de US$ 25 bilhões aos projetos ligados ao agronegócio no país. Com os avanços nas pesquisas e o aumento dos investimentos das empresas, a projeção é de ganhos de R$ 91 bilhões até 2023. A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos – CGEE, publicaram um relatório chamado ”Panorama da Biotecnologia no mundo e no Brasil”. No material, dados mostram que o Brasil ocupa o 5º lugar entre os países que mais empregam no setor de biotecnologia, seja em empresas privadas, públicas ou em institutos de pesquisas, após China, Suécia, Japão e Dinamarca.

O cenário mundial apresenta um maior desenvolvimento de empresas em biotecnologia. Os Estados Unidos é o país que detêm o maior número de empresas especializadas em biotecnologia. Segundo o relatório The biotechnology indicators, de 2015, da OECD – Organisation for Economic Co-operation and Development, os Estados Unidos apresentam 11.367 empresas de Biotecnologia, seguidos por Espanha com 2.831 e França com 1.950. Coréia, Alemanha, Reino Unido, Japão, México, Nova Zelândia e Bélgica ocupam as dez primeiras posições e o Brasil aparece na posição 18º com 155 empresas.

Uma das empresas que faz a diferença no cenário nacional e internacional, é a multinacional dinamarquesa Novozymes, que atuando desde 1925, está entre as 100 empresas mais inovadoras do mundo e é também a melhor empregadora, em nível global, na área científica, conforme a revista americana Science Magazine, considerando, exclusivamente, indústrias dos segmentos de biotecnologia, farmacêutico, químicos e similares e está entre as principais Melhores Empresas para se trabalhar no Brasil.

A paixão pela bioinovação está no DNA da Novozymes. A companhia conquis-tou, no final de 2016, mais um importante reconhecimento, se classificando na 9ª posição na lista “Change the World”, elaborada pela revista Fortune que destacou as 50 empresas que apresentaram atividades com importante impacto social ou ambiental por seus projetos que cooperam para impactar de forma positiva o mundo.

Sendo líder mundial em bioinovação, a Novozymes produz enzimas e microrganismos que ajudam as indústrias a tornarem seus produtos mais sustentáveis e administrarem da melhor maneira os recursos naturais. Com isso, a empresa ajudou a economizar, em 2016, cerca de 60 milhões de toneladas em emissões de gás carbônico e dióxido de carbono, contribuindo para a redução da produção de resíduos e a emissão de gases de efeito estufa. A economia alcançada equivale a retirada de cerca de 30 milhões de carros das estradas.

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