Alimentos e Bebidas

Kombucha: uma bebida tão antiga quanto o vinho

Apesar de ter ganhado fama no Brasil há poucos anos, o kombucha é querido por uma galera que viveu há muito, mas muito tempo

Se você nunca ouviu falar do kombucha, dá uma olhadinha no post que fizemos sobre ele aqui no BioBlog antes de se aventurar por sua história: Kombucha: um chá, um refrigerante ou um probiótico?

fermentação é uma técnica usada há milênios como meio de preservação de alimentos e bebidas e acredita-se que o kombucha tenha se originado a partir daí. A maioria das histórias sobre a bebida relatam que ela provavelmente tenha se originado há milhares de anos na China, durante a Dinastia Qin (221 a.C.) e que se espalhou para outros países da Ásia, como a Rússia, e para a Europa no século XX por meio dos navegantes que usavam a fermentação para conservar o chá durante as longas viagens que faziam.

Além dessas teorias, acredita-se também que o kombucha tenha sido mencionado na Bíblia em aproximadamente 1000 a. C., ou seja, há muito mais tempo do que o relato sobre a Dinastia Qin, cerca de 800 anos de diferença. Essa crença se refere a um trecho do Livro de Rute quando um proprietário de terras a convida para experimentar uma tal de “bebida de vinagre” que, inclusive, é um dos nomes que se dava ao kombucha.

Exército de terracota – Coleção de esculturas de guerreiros que eram enterradas com os imperadores a fim de protegê-los na vida após a morte

Apesar dessa história milenar por trás da bebida, sua popularização começou a se consolidar de fato quando um jovem, inspirado pela história de superação de sua mãe, começou a vender na sua cidade o kombucha que fazia em casa. Em 1994, quando Laraine, mãe de Dave, foi diagnosticada com um grave câncer de mama, ela passou a tomar a tal bebida ao longo de seu tratamento e em 1995, Dave atribuiu os benefícios do kombucha à melhora significativa da saúde de sua mãe. A partir daí ele decidiu aumentar sua produção e comercializar a bebida em lojas de produtos naturais na cidade em que morava, Los Angeles.

Com o passar dos anos Dave foi otimizando sua produção e, em 2005, a marca “GT’s Living Food” ganhou o mercado nacional dos EUA e se tornou a primeira a comercializar o kombucha. Desde então, surgiram várias outras marcas e estima-se que o mercado de kombucha chegue a 2 bilhões de dólares em 2024, entretanto, não é tão fácil quanto parece começar uma produção em grande escala dessa bebida devido à dificuldade de padronização do processo. No Brasil, a primeira empresa a lançar a bebida no mercado nacional foi a Companhia dos Fermentados, há pouco mais de 3 anos.

Um dos maiores desafios enfrentados pelos produtores de kombucha é a falta de estabilidade da bebida, ou seja, desde seu envase até chegar à prateleira os microrganismos presentes nela podem alterar seu sabor e propriedades iniciais, o que poderia, talvez, ser resolvido com a adição de conservantes, mas, essa ideia foge da vibe orgânica e natural que o kombucha carrega.

Produção de Vinho

Uma alternativa seria o uso de enzimas no lugar dos conservantes pois elas desempenham o mesmo papel sem serem nocivas à nossa saúde nem ao meio ambiente além de serem capazes de realçar o sabor das bebidas, como as que já são usadas na produção de vinho.

 

Acesse os demais posts da série “Kombucha”!

Kombucha: um chá, um refrigerante ou um probiótico?

Kombucha: um reforço para a sua imunidade

 

 

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