Sustentabilidade

Jovem brasileira cria plástico sustentável a partir das sobras de maracujá

A estudante brasileira, Juliana Estradioto, conquistou o Prêmio Jovem Cientista ao criar plástico a partir das sobras de maracujá

Uma estudante brasileira, Juliana Estradioto, de 18 anos, conquistou o 29º Prêmio Jovem Cientista, promovido por CNPQ – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico, com um projeto inusitado. Cursando o ensino técnico em Administração no Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Sul (IFRS), ela desenvolveu um filme plástico a partir das sobras de maracujá. Ela já havia sido premiada em uma competição norte-americana com o seu trabalho.

Juliana pretende criar uma alternativa para os sacos plásticos, ou isopor, empregados como suporte de mudas de plantas. Produzidos a partir de petróleo, os materiais utilizados hoje em dia levam cerca de 400 anos para se decompor. Além de diminuir o uso de plástico sintético, a estudante espera com o material orgânico diminuir o descarte de restos de maracujá. “Quando se realiza a produção industrial do suco de maracujá, geleias ou a polpa da fruta, a casca acaba sendo descartada e vai direto para terrenos baldios e aterros sanitários”, disse a estudante.

O projeto durou cerca de 12 meses e teve a orientação da professora Flavia Santos Twardowski. Antes mesmo de entrar na universidade, Juliana já se prepara para uma série de compromissos no mundo científico. Em 2019, ela vai representar o Brasil no Seminário Internacional Jovem de Ciência de Estocolmo, na Suécia, e participará da ‘Genius Olympiad’, em Nova York (EUA).

Juliana contou que foram necessários 12 meses para completar a pesquisa, com pouquíssimos recursos e o uso de um laboratório de panificação do IFRS. “Foram noites e noites no laboratório. Muita coisa deu errado. O plástico ficava muito grosso, muito fino, grudava e eu precisei quebrar a cara muitas vezes para dar certo”, relembra. Mas o esforço e a dedicação valeram a pena. Segundo a ganhadora, a inovação reduz a poluição causada pelos sacos plásticos convencionais, já que, em apenas dias, se decompõe no meio ambiente. Por isso mesmo, a embalagem não precisa ser retirada no momento do plantio.

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