23-09-2016

História do Etanol no Brasil

O etanol chega ao Brasil nos anos 20, mas é só com o Programa Nacional do Álcool, nos anos 70, que os investimentos do setor privado em sua produção ganham forma. Depois disso, a produção interna do petróleo aumenta e seu preço internacional é reduzido, o que leva à redução da produção de etanol no país e a um período de menos sucesso para aquele programa.

Os carros movidos a etanol, no lugar da gasolina, perdem quando competem com os veículos abastecidos com o derivado do petróleo; todavia, a presença do biocombustível em mais de 90 por cento dos postos no país continuou a estimular a produção e a expansão do etanol. Foi só em 2003, com o lançamento de mais veículos flexíveis ao etanol, que o crescimento se firmou. Com benefícios ambientais e econômicos, primou-se pela continuidade de investimento no etanol como fonte alternativa de energia renovável. O Brasil ainda é um país diferenciado para esse tipo de produção, uma vez que se destaca pela pesquisa canavieira e abundância de matéria-prima para tal.

O chamado setor sucroalcooleiro se destaca no Brasil como seu maior exportador, desde os anos 2000. Com o menor custo de produção de etanol a partir do uso da cana-de-açúcar como matéria-prima, já que a obtenção da sacarose que dá origem ao etanol por fermentação é mais fácil a partir deste vegetal do que a partir de outras plantas, como o milho, que é utilizado para este fim nos Estados Unidos, por exemplo. O etanol é utilizado não somente como combustível, mas como ingrediente de cervejas, vinho e cachaça, por exemplo. É ainda usado na fabricação de perfumes, materiais de limpeza e solventes. Sua capacidade de queima e sua solubilidade em água são as características que o tornam apto para esses tipos de preparações.

No quesito inovação e sustentabilidade, o uso do etanol é recorrente. É o caso da empresa Novozymes que lançou recentemente uma nova enzima para a produção do etanol, em favor da redução do uso de produtos químicos, sem comprometimento do seu rendimento original. Trata-se da possibilidade de diminuir o uso da amônia e do ácido sulfúrico para a preparação do etanol, o que não só corta gastos, mas expõe o ambiente de trabalho a menos riscos. Chamado de Liquozyme LPH, é só uma das muitas invovações da marca que, por sua vez, promete lançar mais novidades para uma otimização ainda dos processos industriais de produção de álcool etílico.

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