09-11-2017

FGV lança revista sobre biocombustíveis

Novos biocombustíveis apontam um Brasil maior e mais eficiente cientificamente neste segmento

A Fundação Getúlio Vargas lançou a revista BioCombustíveis, Cadernos FGV Energias (ano 4, no. 8 – agosto de 2017), trabalho feito a partir dos delineamentos do COP 21, aprovação do Acordo de Paris, no ano de 2015, com objetivo de manter o aquecimento global abaixo de 2º. C, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Para lançar a revista, a FGV promoveu um evento com palestras dos profissionais dos setores de biocombustíveis e energéticos, com ênfase para o programa RenovaBio, um dos focos editoriais da revista, que também busca apresentar as alternativas já trabalhadas no país, como o etanol, biodiesel, novos biocombustíveis, que apontam um Brasil maior e mais eficiente cientificamente neste segmento, aliando-se seu território continental. “O Brasil é o único no mundo que possui ocupação de meia cabeça de gado por hectare”, identificou Gonçalo Amarante Guimarães Pereira, diretor do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), comparando o espaço que pode ser utilizado para biomas produtores de energia e outros produtos para consumo, e os de extrativismo natural a exemplo do babaçu.

 

Durante o evento, também, detalhes sobre o aproveitamento do etanol e sobre outros produtos do programa RenovaBio: biogás, biomassa e uma enorme possibilidade de a evidente diminuição de CO2 no Brasil. Elisabeth Farina, diretora presidente da  União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) afirmou em sua apresentação que o ProÁlcool, copiado por vários países, “entre 1975 a 1985, era líder e exemplar, e dava lucro de até 200%”, disse durante sua palestra.

O Secretário de Minas e Energia, Márcio Félix, representando o governo, sugere que o caminho para o desenvolvimento e crescimento do país, mais o cumprimento do Acordo de Paris, dá ao Brasil a oportunidade de ser o mais competitivo no segmento energias, por conta de suas características, profissionais e cientistas. “O Ministério de Minas e Energia vem buscando aproximar-se dos players do setor, e o MME está aberto a ouvir, compreender e dar vazão aos estudos e projetos que avancem e consolidem o Brasil nesta matéria”, disse Márcio Félix confirmando que o RenovaBio é um programa que dará o suporte energético até para exportação, como alternativa viável à estrutura da indústria do petróleo com o advento do pré-sal.

A revista BioCombustíveis está disponibilizada no site da FGV.

3 comments

  1. Toda equipe de estudos e pesquisas estão de parabéns.pelo trabalho

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  2. Toda equipe de pesquisa estão de parabéns pelo trabalho desenvolvido

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    1. Nós agradecemos Oleni!

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