23-11-2016

Europeus estão cada vez mais preocupados em evitar o desperdício de alimentos

A redução do desperdício dos alimentos vai além da fome no mundo, ela pode minimizar também os gastos com água, energia e solo, além de reduzir a emissão de gases de efeito estufa no meio ambiente.

O debate acerca do desperdício de alimentos permeia os vários ambientes da sociedade: político, econômico e social. Diariamente são jogadas fora toneladas de alimentos saudáveis, que poderiam ser destinados a quem carece de recursos. Estima-se que, de todo o alimento produzido para consumo, cerca de um terço é desperdiçado ou perdido.

Esse é uma preocupação global e alguns lugares já adotaram medidas que visam diminuir o desperdício e as perdas de alimentos e redirecioná-los a quem precisa. Já foi, inclusive, alertado no Fórum Econômico Mundial sobre os riscos que a escassez de alimentos podem representar para a estabilidade global.

Redução do desperdício

Vários países europeus já começaram a adotar medidas para evitar a perda de alimentos e para direcionar o que não for aproveitado, sem que haja desperdício.  A França, por exemplo, desde o início do ano começou a proibir que supermercados joguem fora os alimentos que encalham nas prateleiras. Essa comida é doada a instituições de caridade e aos bancos de alimentos.

No Reino Unido, a maior cadeia de supermercados local, chegou a divulgar quanto de sua comida era jogada fora e se comprometeu a doar tudo que não vender à caridade, até o final de 2017. Em março desse ano a rede começou a vender os "produtos feios" ou “fora dos padrões” em 200 de suas filiais.

A Itália segue os passos da França e já aprovou uma lei que viabiliza a doação de alimentos por supermercados. O país tem como meta até o final deste ano, dobrar a quantidade de alimentos recuperados, que é de 550 milhões de toneladas anuais. A Itália adotou até um lema: "doar em vez de desperdiçar".

Portugal e Dinamarca também estão na luta contra o desperdício e fazendo com que os alimentos sejam redistribuídos. Na Dinamarca, a ONG WeFood promoveu um crowdfunding e conseguiu abrir um supermercado de excedentes alimentares – o primeiro do mundo. Em Portugal organizações como o movimento Zero Desperdício, Re-Food e Fruta Feia têm pego essa luta para si e evitado que milhões de toneladas de alimentos sejam jogados fora.

Por que se deve reduzir o desperdício de alimentos

Há que se ter em mente que desperdiçar alimentos não está fazendo apenas com que pessoas não estejam sendo alimentadas, há também perdas significativas de recursos como água, energia, solo e mão de obra. E podemos ir ainda além, só na União Europeia, a cadeia de bebidas e alimentos emite aproximadamente 17% de gases de efeito estufa e utiliza cerca de 30% de recursos materiais. Imagine esses dados a nível global.

Soluções em sustentabilidade

A Novozymes possui soluções em enzimas industriais e bioinovação, voltadas para a indústria de alimentos. Essa tecnologia estabelece métodos para contribuir com a redução da emissão de dióxido de carbono, minimizando assim o impacto ambiental. Essa tecnologia pode também reduzir os custos de processamento ao reduzir o tempo de processamento, bem como os produtos químicos e a energia. As enzimas podem ainda aumentar a utilização de matérias-primas agrícolas diminuindo o desperdício. Saiba mais no Bioblog: http://www.bioblog.com.br/

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