05-07-2017

Ethanol Summit: país alinhando para fortalecer o biocombustível no Brasil

Evento reuniu autoridades e comunidade empresarial para discutir o futuro do biocombustível no país

            Nos últimos dias 26 e 27 de junho, em São Paulo, autoridades e representantes da comunidade empresarial se reuniram para debater o futuro do biocombustível no Brasil, além de assuntos como energia limpa e desenvolvimento sustentável, discutidos a partir de uma perspectiva internacional.

No evento, que marcou a décima edição do encontro, uma pequena amostra de que o Brasil está preparado para inovar tecnologicamente, aumentar a eficiência de sua produção e ajudar nas metas de uma matriz energética mais sustentável e menos poluente. “Chegamos à 6ª edição do Ethanol Summit num momento muito importante para o setor sucroenergético. Depois de um longo período de crise para o setor e para o país, estamos diante de possibilidades concretas de uma virada”, destacou Pedro Mizutani, Presidente do Conselho da UNICA.

Na visão dele, uma das iniciativas que demonstram esse momento de virada é o RenovaBio, uma política que está diretamente relacionada com os compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris. Ele prevê a diminuição da emissão dos gases do efeito estuda (GEE) no setor de transportes até 2030 e, segundo o presidente do Conselho da entidade, isso implica no aumento da participação dos combustíveis renováveis. “Para o nosso setor, que viabilizou o biocombustível, alternativa segura e menos poluente, adotando práticas autossustentáveis, o RenovaBio pode significar a volta de investimentos”, mencionou.

Emerson de Vasconcelos, Presidente regional da Novozymes para a América Latina, participou do evento. “Percebemos neste evento que as autoridades e representantes do setor privado estão alinhados na posição de que o RenovaBio é o principal mecanismo para fortalecer o mercado de biocombustíveis no Brasil e demonstrar a real competitividade entre as mais variadas fontes de combustível”, destacou. O presidente disse ainda que essa é uma estratégia de desenvolvimento que reconhece a capacidade do biocombustível de promover a descarbonização, inclusive, de ser um diferencial entre fornecimento local e importado, o que traz previsibilidade e regulação mínima para os investidores no segmento.

“A proposta induz o aumento de eficiência, tanto para a produção, quanto para o uso do combustível e desejamos que essa possibilidade de regulamentação e implementação aconteça em breve, pois uma outra opção seria por meio de um projeto de Lei que pode, infelizmente, postergar a implementação até 2025, o que atrasaria muito o setor no país”, avaliou Vasconcelos.

O presidente da Novozymes ainda analisou o mercado de novas tecnologias. “Neste encontro ficou claro que existe espaço para todas as novas tecnologias no futuro da mobilidade, como carros elétricos, veículos flex, puro etanol, híbridos movidos a células de hidrogênio (usando etanol como insumo) etc, ou seja, cada país utilizará a solução que melhor impacte no seu contexto na redução das emissões de CO2. No Brasil, as soluções que melhor se adequam são os biocombustíveis e o futuro carro flex movido a hidrogênio. Ambas demonstram, em alguns estudos, que possuem uma pegada de CO2 inferior aos veículos movidos a eletricidade”, completou.

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