Sustentabilidade

Estudo mostra que super-enzima pode decompor plástico seis vezes mais rápido

Pesquisa inglesa foi publicada e mostra a união de duas enzimas bastante eficientes para decompor PET

Cientistas da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, descobriram uma “superenzima” capaz de degradar plástico em poucos dias. O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. O resultado impressiona, uma vez que o tempo de decomposição do plástico pode chegar a até 400 anos.

Para criar a super-enzima, os pesquisadores combinaram dois tipos de enzimas produzidas por uma bactéria que come plástico, a Ideonella sakaiensis, descoberta por cientistas japoneses em 2016. Em 2018, foram feitos estudos com a primeira enzima encontrada na bactéria, a PETase. Os resultados, embora positivos, eram lentos. Desde então, a equipe vinha trabalhado para aprimorar o desempenho e a velocidade de atuação da enzima sobre materiais plásticos.

Como é um polímero, o PET é composto por uma série de moléculas que, unidas, formam uma estrutura complexa. Quando a enzima PETase entra em contato com o material, o PET é decomposto em estruturas mais simples, como tereftalato (ou TPA), bis-(hidroxietil) tereftalato (ou BHET) e ácido mono-(2-hidroxietil) tereftalato (ou MHET). Esse processo é capaz de acelerar em vários anos a degradação natural do plástico.

A superenzima também pode acelerar a degradação do furanoato de polietileno (PEF), um bioplástico utilizado em garrafas de cerveja.

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