05-06-2017

Dia Mundial do Meio Ambiente e as mudanças climáticas

Países assumiram o compromisso de reduzir a liberação de gases que causam o efeito estufa, para que a temperatura média do globo terrestre não aumente mais que 2°C (dois graus Celsius) em níveis pré-industriais

Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente e depois de uma semana na qual o tema das mudanças climáticas ganhou as páginas mundiais de notícias, depois da saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, é importante debatermos esse assunto que é vital para a sustentabilidade do planeta.

Os tratados sobre as mudanças climáticas começaram a ser desenvolvidos em 1992, no Rio de Janeiro, no Brasil, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que ficou conhecida como “Cúpula da Terra” ou “Rio 92”. Nesse encontro foi criada a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (United Nations Framework Convention on Climate Change ou UNFCCC), que reuniu 196 países signatários em um tratado ambiental internacional, comprometidos na estabilização das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera resultantes das ações humanas, com o propósito de impedir que eles interfiram de forma prejudicial e permanente no sistema climático do planeta.

Desde então, anualmente, é realizada a Conferência das Partes, em diferentes países signatários, que buscam, a cada encontro, promover a discussão e avaliação dos resultados de acordos das partes, como ocorreu com o Protocolo de Kyoto, por exemplo, e agora com o Acordo de Paris, que reuniu, em outubro de 2016, na cidade francesa 197 países com a meta de intensificar as ações mundiais de reação às mudanças climáticas e aos prejuízos delas resultantes.

O grupo assumiu o compromisso de reduzir a liberação de gases que causam o efeito estufa, para que a temperatura média do globo terrestre não aumente mais que 2°C (dois graus Celsius) em níveis pré-industriais. Nesse sentido, existe um esforço também em incentivar as iniciativas que limitem o aumento da temperatura em 1,5°C com base nos mesmos níveis.

O governo de cada nação concordou, então, que se empenhariam na redução da emissão dos gases poluentes, cada um dentro de sua realidade econômico/social. Tudo baseado nas Pretendidas Contribuições Nacionalmente Determinadas (iNDC), documento em que cada nação define a sua contribuição no acordo. O Brasil ratificou o acordo em setembro de 2016 com o comprometimento de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, chegando em 43% em 2030.

Entre as diversas medidas brasileiras no Acordo de Paris está a de aumentar a participação na produção de bioenergia sustentável, nossa principal matriz energética para, aproximadamente, 18% até 2030, bem como alcançar um número bastante expressivo de 45% em energias sustentáveis nesse mesmo período. Por isso, o etanol é parte fundamental da atuação brasileira no combate às mudanças climáticas. A proposta do Brasil estima que a necessidade de produção interna chegue a 54 bilhões de litros de etanol até 2030.

O tema é primordial para a sobrevivência das nações, por isso mesmo, o então presidente dos Estados Unidos, Obama, se comprometeu a reduzir de 26% a 28% das emissões de gases de efeito estufa do país até 2025 como a contribuição americana ao Acordo de Paris, tendo como base o Plano de Energia Limpa, que previa regulações, principalmente, para as termoelétricas movidas a carvão no país. Com o início do mandato do presidente Donald Trump, o plano não será efetivado, o EUA não cumprirá suas metas e já foi apontada a saída do país do Acordo de Paris, o que dificultaria o cumprimento global das metas de redução de gases.

Com a saída dos Estados Unidos, diversas medidas estão continuarão a ser aplicadas visando a diminuição dos gases que causam o efeito estufa. Você também pode fazer a sua parte mudando seus hábitos, substituindo, principalmente, o uso de combustíveis fósseis pelos biocombustíveis, como o etanol.

Quer fazer um comentário?