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Detergentes mais verdes: redução do impacto na vida subaquática

Dependendo de como o sistema de esgoto é tratado, alguns ingredientes de detergentes de lavagem de lavanderia podem acabar em lagos ou rios após seu uso, afetando a vida aquática desses corpos hídricos

 

Nos posts da série “Detergentes mais verdes”, que fala sobre um estudo da Novozymes para a indústria de Cuidados Domésticos na América Latina, temos abordado vários aspectos em torno da formulação dos detergentes de lavanderia como os impactos ambientais que causam e a importância de tentar remediá-los por meio de detergentes que sejam mais gentis ao meio ambiente. Acesse os outros posts e fique por dentro do assunto:

Detergentes mais verdes: um apelo global

Detergentes mais verdes: um estudo da Novozymes para a América Latina

Detergentes mais verdes: redução de custos e das emissões de CO2

Você já se perguntou para onde vai toda aquela espuma que é formada na máquina de lavar roupa quando usamos determinado detergente? Bom, a resposta é: se o esgoto da sua região não for devidamente tratado, é possível que os componentes químicos dessa espuma e outros resquícios de detergente vão parar em corpos hídricos locais, como rios e lagos. O problema disso? Alguns desses ingredientes podem ser tóxicos e prejudicar a vida nesses ambientes (animais, algas, etc). Isso se dá porque a presença de uma determinada quantidade de surfactantes (ou tensoativos) na água possibilita a formação de espuma, o que pode diminuir a entrada de luz no meio, afetando o processo de fotossíntese de plantas aquáticas e microrganismos. Além disso, os tensoativos podem fazer com que as bolhas de ar fiquem por menos tempo em contato com a água devido à redução da tensão superficial.

A degradação desses componentes é lenta e isso pode ocasionar danos a longo prazo à vida subquática, de modo que, possivelmente, toda uma cadeia alimentar seja afetada e até mesmo a economia daquela região. Imagine um pescador que viva da renda obtida com a venda do peixe, se o peixe morrer porque falta oxigênio no ambiente onde vive, o pescador também será prejudicado e quem compra dele também. Essa é a lógica. E é aí que está a importância de se desenvolver detergentes com mais componentes biodegradáveis, como as enzimas. Elas agem com ainda mais eficiência na remoção de manchas e sujeira sem que seu uso cause danos a ecossistemas.

Segundo o estudo da Novozymes “Detergentes mais verdes com enzimas”, a substituição de parte dos surfactantes dos detergentes por enzimas diminui a quantidade de água necessária para diluir esses componentes, de modo que são consideradas menos tóxicas. Essa toxicidade é medida pelo que se chama de VDC (volume de diluição crítico) que se refere à quantidade de água necessária para diluir os detergentes usados até um nível em que a vida naquele ambiente aquático não seja afetada. Observe a ilustração abaixo:

detergentes e poluição
Fonte: Estudo da Novozymes “Permitindo detergentes mais verdes com enzimas”.                                                        

Ainda segundo o estudo, são exigidos aproximadamente 1,3 m³ de água para diluir as enzimas adicionadas nos detergentes para eliminar sua toxicidade enquanto que, para os surfactantes economizados, exigem-se 6,5 m³. Isso quer dizer que os surfactantes são 5 vezes mais tóxicos que as enzimas usadas para substituí-los, o que está relacionado à sua maior biodegradabilidade e menor quantidade usada. Veja o gráfico abaixo:

detergentes e poluição
Fonte: Estudo da Novozymes “Permitindo detergentes mais verdes com enzimas”.

Viu como as enzimas podem ajudar no desenvolvimento de produtos mais sustentáveis e proteger a vida aquática? O mais legal disso tudo é que esse tipo de estudo e produto está relacionado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 14: Vida na água e mostra como a Novozymes está comprometida com o Desenvolvimento Sustentável!

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Acesse o estudo completo aqui.

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