Cuidados DomésticosSustentabilidade

Detergentes mais verdes: redução de custos e das emissões de CO2

O estudo da Novozymes “Permitindo detergentes mais verdes com enzimas” apontou perspectivas sobre a redução de custos e das emissões de carbono de detergentes por meio da substituição dos surfactantes por enzimas

Nos últimos posts da série “Detergentes mais verdes” nós abordamos a importância de se desenvolver produtos que sejam mais gentis para o meio ambiente e que cada vez mais atraem os consumidores preocupados com o impacto ambiental dos produtos que consomem. Além disso, falamos também sobre como o estudo foi realizado e alguns aspectos como detergentes testados e resultados. Para ficar por dentro de tudo isso acesse:

Detergentes mais verdes: um apelo global

Detergentes mais verdes: um estudo da Novozymes para a América Latina

Este post tem por objetivos apontar as perspectivas relacionadas à redução de custos e das emissões de CO2, por meio da substituição de surfactantes por enzimas em um tipo de detergente comumente usado por consumidores na América Latina.

Perpectivas relacionadas aos custos

Segundo o estudo da Novozymes, foram testados 4 diferentes formulações para o detergente convencional (A), que possui 4% de enzimas e 96% de surfactantes. Dentre todas essas formulações, a que apresentou melhores resultados foi aquela cuja quantidade de surfactantes foi reduzida em 30% e na qual foram adicionados 5 tipos de enzimas diferentes (enquanto o convencional possui apenas um tipo). Esse detergente (C) apresenta 23% de enzimas e 67% de surfactantes e, mesmo com a adição de várias outras enzimas, foi possível atingir uma economia de 10% no custo global da formulação. Lembrando que esses 10% referem-se ao conjunto enzima-surfactante e não à produção do detergente por inteiro. Esse resultado mostra que é possível desenvolver um detergente mais verde e ainda assim economizar em um dos custos de produção da sua formulação.

Redução da pegada ambiental com detergentes mais verdes

A Novozymes está comprometida a aumentar o impacto positivo de suas soluções e reduzir o impacto negativo relacionado às suas operações e é por isso que tem objetivos e metas atrelados a resolver desafios globais relacionados a problemas climáticos e hídricos, por exemplo. E esse estudo faz parte da ambição da empresa em ajudar o planeta e contribuir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Economia de ingredientes químicos

Um detergente convencional, tradicionalmente, possui muitos surfactantes, ou seja, componentes químicos que podem ser agressivos ao meio ambiente. Estima-se que, por ano, sejam feitas aproximadamente 25 bilhões de lavagens de lavanderia em lares particulares na América Latina. Muita coisa, né? Então imagina reduzir esses surfactantes em 30%. Isso acarretaria numa baita economia de ingredientes químicos e foi o que o estudo apontou: a formulação com mais enzimas (C) levaria a uma economia de 3,8g de ingredientes de detergente por lavagem, se considerarmos que 50% de todas as lavagens na América Latina forem realizadas com um detergente rico em enzimas e com 30% menos surfactantes, seriam economizadas 50 mil toneladas de produtos químicos anualmente no planeta, o que corresponde a 2 mil caminhões a menos rodando nas estradas para distribuir esses detergentes e o que nos leva ao próximo tópico.

Redução das emissões de CO2 em detergentes com mais enzimas e menos surfactantes

Tanto a produção de enzimas como a de surfactantes causa impactos no clima e isso se deve à energia necessária para produzir e transportar esses produtos por toda a cadeia de valor. Produzindo um ou outro, gases de efeito estufa (GEEs), incluindo o CO2, são emitidos no meio ambiente. Ao substituir surfactantes por enzimas, avalia-se o impacto dessa mudança por meio da avaliação de ciclo de vida (do inglês life cicle assessment – LCA), que inclui as emissões de GEEs em todos os aspectos.

As enzimas, diferentemente dos surfactantes, agem de forma mais precisa na sujeira e podem repetir sua atividade várias vezes. Isso acarreta em uma diferença de emissões de CO2 em 11 vezes menos em relação à produção das enzimas se comparadas às emissões atreladas à produção dos surfactantes. Observe a imagem abaixo:

 

Gráfico de emissão de CO2 por lavagem
Fonte: Estudo da Novozymes Detergentes mais verdes com enzimas. Junho de 2020.

Ainda considerando a América Latina, estima-se que possam ser economizados 9 gramas de CO2 nas lavagens se enzimas substituírem 30% dos surfactantes. Isso significa que lares latino-americanos poderão economizar 110 mil toneladas de CO2 por ano se usarem detergentes ricos em enzimas em, pelo menos, 50% das suas lavagens. O que corresponde às emissões anuais de aproximadamente 45 mil carros!

E aí, também se impressionou com esses resultados? Não deixe de compartilhar sua opinião conosco e ficar por dentro dos próximos posts da série “Detergentes mais verdes”.

Acesse o estudo completo aqui.

Tags:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *