Alimentos e Bebidas

Conhecer os principais tipos de açúcar ajuda a fazer boas escolhas

O açúcar chegou até nós por meio das Cruzadas e era considerado uma preciosidade, uma especiaria.

Há cinco séculos o açúcar está presente no cotidiano da humanidade. Indícios destacam que ele foi, primeiramente, descoberto na Índia, e seu primeiro nome foi “sarkara”, que em sânscrito significa “areia grossa”. Por muitos anos foi usado com parcimônia e beneficiando as populações que precisavam encarar grandes períodos sem se alimentar direito, encarando altas e baixíssimas temperaturas. Ele, por milhares de anos, foi um aliado. Com o consumo desenfreado, estudos e pesquisas destacaram o perigo do consumo inadequado. Mas o alimento é o problema ou quem o consume indiscriminadamente? Os especialistas são unânimes ao afirmar que o grande problema está no exagero.

Ele chegou até nós por meio das Cruzadas e era considerado uma preciosidade, uma especiaria. Com a chegada dos europeus ao Brasil, o país se tornou um dos maiores precursores na produção do açúcar, título que mantém até hoje. Na atualidade temos diversos tipos de açúcar e é preciso conhecê-los para saber qual o tipo se adapta melhor à sua alimentação.

O açúcar cristal, derivado da cana-de-açúcar, como o conhecemos, são cristais de sacarose, um carboidrato composto de uma molécula de glicose e uma de frutose. A frutose é o açúcar das frutas e a glicose é encontrada em cereais, legumes, raízes etc. A lactose, açúcar do leite, é outro membro da família. Dele também deriva o açúcar refinado, que passa por um processo de industrialização onde são acrescidas substâncias químicas para dar a brancura ao produto.

Outro conhecido de muita gente é o açúcar de confeiteiro, que por ser tão fino é usado para fazer bolos, glacês e coberturas. Ele passa por um refinamento mais preciso, no qual ainda é peneirado e adicionado amido de arroz ou milho para evitar que os minicristais se formem novamente.

Na atualidade, um dos mais procurados é o açúcar orgânico, que não utiliza ingredientes artificiais em nenhuma etapa do seu processo produtivo. Ele é mais caro, mais grosso e mais escuro que o refinado, porém, tem o mesmo poder adoçante do processado.

Na mesma onda temos o açúcar mascavo, que é bruto, escuro e úmido, pois é extraído logo depois do cozimento do caldo de cana. Como não passa pela etapa de refinamento, ele conserva o cálcio, o ferro e os sais minerais, e mantém o gosto forte da cana.

Muita gente, hoje em dia, opta por uma outra versão, o açúcar demerara, porém, esse é um dos tipos mais caros. Ele passa por um refinamento leve e não recebe nenhum aditivo químico, por isso, seus grãos são marrom-claros e têm valores nutricionais altos, parecidos com os do açúcar mascavo.

Para quem aprecia o sabor doce, mas se preocupa com a dieta, hoje é possível encontrar o açúcar light, que é uma combinação do açúcar refinado com adoçantes artificiais, como o aspartame, o ciclamato e a sacarina, que quadruplicam o poder de adoçar. Outra opção é a frutose, que é o açúcar extraído das frutas e do milho. Sem precisar de nenhum aditivo, é cerca de 30 mais doce que o açúcar comum, mas mais calórico.

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