26-09-2016

Como funciona a reciclagem de pneus?

Um pneu suporta uma quantidade limite de recauchutagem, dessa forma, é necessário pensar em um destino correto para o descarte dos pneus inutilizados.

Os pneus não são biodegradáveis e, para se ter ideia, atualmente o número de automóveis no Brasil, segundo o DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito), ultrapassa os 40 milhões. Isso quer dizer que o número de pneus que circulam pelo país é enorme, sendo necessário preocupar-se com o destino que é dado a esses produtos. Quando despejados em terrenos baldios, devido ao seu formato, podem servir de local de procriação de mosquitos transmissores de doenças; quando levados aos lixões, absorvem os gases que são liberados na decomposição de outros produtos, podendo inchar e estourar; se queimados, podem causar incêndios, afinal um pneu consegue ficar em estado de combustão por mais de um mês e, nesse período, chega a liberar 10 litros de óleo no solo.

Diversas maneiras de reciclar e reutilizar pneus

Reuso: o processo de recauchutagem diz respeito à remoção da banda de rodagem desgastada da carcaça por meio de raspagem e posterior introdução de uma banda nova. O pneu recauchutado costuma durar o mesmo período que um novo. Entretanto, há uma quantidade limite de recauchutagem suportada por um pneu, dessa forma, em algum momento eles ficarão inutilizáveis e precisarão ser descartados.

O que pode ser feito com um pneu considerado inutilizável?

Cimento para asfalto, sola de sapato, tapete para automóvel, entre outros destinos que podem ser dados aos pneus usados. Veja mais:

Na engenharia civil: os pneus podem servir de obstáculos no trânsito, matéria-prima para a construção de playgrounds, barreira em estradas, quebra-mar, etc.

Processo de regeneração da borracha: fazendo a separação da borracha vulcanizada do restante dos componentes do pneu, com posterior mistura com vapor e elementos químicos, é possível regenerar a borracha, obtendo uma manta uniforme.

Geração de energia: anualmente nos Estados Unidos são queimados, em fornos específicos para esse fim, cerca de 100 milhões de pneus, isso porque o poder calorífico das raspas é tão potente quanto o óleo combustível.

Asfalto com borracha: esse processo diz respeito à adição da borracha em pedaços ou em pó no pavimento de estradas. O custo não é dos mais econômicos, porém, especialistas afirmam que é possível dobrar a vida útil da estrada ao colocar em prática este procedimento. Isso porque a borracha tem a capacidade de ser elástica, o que favorece a resiliência durante as mudanças de temperatura e consegue minimizar o impacto que o contato dos veículos causa na pavimentação asfáltica.

Em média um pneu leva muitos anos para se decompor, por isso, todo cuidado é necessário para tentar solucionar o problema e minimizar o impacto que o descarte inadequado causa no meio ambiente

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