04-03-2017

Como é feito o descarte do lixo hospitalar?

O descarte do lixo hospitalar merece atenção especial para evitar contaminação do solo, água, além do desenvolvimento de doenças.

O lixo hospitalar compreende o descarte do material utilizado em estabelecimentos de saúde que atendam pessoas ou animais. Também é encontrado em laboratórios de pesquisa ou farmacologia. Dessa forma, os resíduos desses locais devem ser descartados de maneira adequada, para que não tragam nenhum risco ao meio ambiente ou à saúde da população.

Quais são os tipos de lixo hospitalar

São considerados lixos ou resíduos hospitalares: luvas, seringas, gazes, medicamentos, materiais biológicos contaminados com sangue ou patógenos, substâncias tóxicas ou radioativas, entre outros.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) é responsável por estabelecer regras sobre acondicionamento e tratamento desses tipos de resíduos, desde a sua origem até o destino final. A Resolução RDC n° 33/03, classifica esses resíduos em cinco grupos:

  • Grupo A: Materiais potencialmente infectantes
  • Grupo B: Resíduos químicos
  • Grupo C: Rejeitos radioativos
  • Grupo D: Resíduos comuns
  • Grupo E: Materiais perfurocortantes

Cada grupo também possui um símbolo específico para identificação. O objetivo dessa classificação é o de proteger o meio ambiente e os profissionais que trabalham expostos a esses resíduos em qualquer processo.

Como o lixo hospitalar deve ser descartado

O descarte do lixo hospitalar de modo geral é feito em sacos plásticos brancos, resistentes a rupturas ou vazamentos. Esses objetos são identificados com o símbolo do grupo de resíduos ao qual corresponde, conforme a classificação da ANVISA.

Posteriormente, uma empresa especializada coleta esses materiais e os encaminha para tratamento adequado, que pode ser por meio de incineração (queimados em altas temperaturas) ou esterilização em enclaves próprios. Em alguns, casos eles são aterrados ou sofrem radiação.

Vale ressaltar que medicamentos impróprios para uso (grupo B) devem ser devolvidos aos fabricantes. Já os rejeitos radioativos (grupo C), devem ser descartados conforme regras da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

O descarte incorreto do lixo hospitalar pode trazer riscos de contaminação ao solo e água. Isso pode levar à destruição de vegetações e outros seres vivos. Pessoas que eventualmente tenham contato com esses resíduos podem ser contaminadas e desenvolver doenças infecciosas. Dessa forma, o lixo hospitalar merece atenção específica, já que pode trazer danos sérios para a natureza e seres humanos.

Biotecnologia e a preservação do meio ambiente

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