BioenergiaSustentabilidade

Brasil tem o maior potencial de produção de biocombustíveis no mundo

RenovaBio

A expectativa é que o programa RenovaBio ajude o mercado brasileiro a se desenvolver ainda mais e rapidamente, com menores impactos ao meio ambiente

Márcio Felix, secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, durante a 17ª Conferência Internacional sobre Açúcar e Etanol, realizado pela Datagro no início do mês de novembro, disse que o Brasil importou 590 mil toneladas de derivados de petróleo em setembro, mas isso, em pouco tempo, não será mais suficiente para atender a demanda externa. Por isso, “neste sentido, o RenovaBio se apresenta como uma matriz energética estratégica para o país”, comentou.

Uma visão que é compartilhada por Plínio Nastari, representante do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). “Os impactos desta nova política, o RenovaBio, não são só ambientais, ele ajudaria a resolver um problema de abastecimento no país. Nos primeiros nove meses deste ano já superamos o que foi importado em 2016, em volume. Os biocombustíveis não só vão intensificar nossa participação no Acordo do Clima como também agregarão valor à produção agrícola”.

Plínio também destacou que outros países aguardam, com bastante expectativa, um novo posicionamento brasileiro com relação à política de energias renováveis. “Nós temos potencial e uma grande oportunidade, e eu acredito que a grande causa da falta de investimentos é que ninguém sabe direito o tamanho do mercado de biocombustíveis no Brasil e no mundo”, disse.

Na continuidade do primeiro dia de debates, o presidente da Raízen, Luis Henrique Guimarães, comentou que o Brasil tem o menor custo de produção de energia do planeta, além da maior capacidade de expansão e infraestrutura invejável de distribuição e venda. “Ao todo, são 160 distribuidores e mais de 44 mil postos. E aí, vem a pergunta – por que as coisas demoram tanto para se realizar aqui? Falta a definição de um modelo. Se não fizermos isso já, vamos perder o bonde. O RenovaBio hoje se mostra como a melhor alternativa”, disse. “Tenho uma visão muito otimista do RenovaBio. Vai diferenciar política tributária entre fósseis e renováveis; definir de forma clara o papel do biocombustível na matriz energética e, com isso, teremos uma política de incentivo e de expansão de novas tecnologias para produção e distribuição”, completou.

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