20-09-2016

Biotecnologia na indústria de papel e celulose

A biotecnologia está presente cada vez mais na produção de papel e celulose utilizando enzimas que substituem os produtos químicos utilizados na sua produção e ao mesmo tempo melhorando a qualidade do produto.

Para esse processo, a madeira é reduzida a uma espécie de pasta, na qual são adicionados produtos químicos para a extração dos seus subprodutos (a hemicelulose e a lignina), para que então ocorra a liberação da celulose da madeira.

O desafio é que essa adição de alguns produtos químicos é prejudicial ao meio ambiente, e é aí que entram as enzimas, que substituem esses produtos e extraem a celulose de forma “limpa”.

As enzimas mais utilizadas nesse processo são as xilanases (que ajudam no branqueamento da pasta, de onde será extraída a celulose), as lípases (que diminuem a goma liberada pela madeira) e as pectinases (que ajudam a tratar a água proveniente desse processo industrial).

Os benefícios da biotecnologia nessa indústria

Dentre os principais benefícios do uso da biotecnologia na indústria de papel e celulose, estão: diminuição das emissões de COna atmosfera, queda considerável do uso de agrotóxicos nas lavouras de eucalipto e aumento de 15% a 20% da produção de madeira (graças à produção de mudas melhoradas geneticamente), economia no tratamento da água envolvida no processo de produção (por estar livre dos produtos químicos que eram utilizados); além da possibilidade de utilização dos restos da produção da celulose como fonte de energia.

Por tudo isso é que a biotecnologia na indústria de papel e celulose hoje se trata de uma realidade.

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