08-09-2017

Biofilme: microrganismos vivendo em comunidade

No nosso dia a dia, essa comunidade de bactérias está mais presente do que imaginamos, inclusive, na nossa boca, com as chamadas placas bacterianas

            O nome pode parecer uma produção de cinema, mas não é. Biofilme é uma comunidade de bactérias e de microrganismos. Eles se unem e formam essa sociedade, de forma aleatória, e são envoltos pelos açúcares que eles mesmo produzem. Segundo Departamento de Microbiologia da Universidade de São Paulo (USP) eles são assemelhados aos cogumelos, pois são rodeados por poros e canais de água.

No nosso dia a dia, essa comunidade de bactérias está mais presente do que imaginamos, inclusive, na nossa boca, com as chamadas placas bacterianas, o terror dos dentistas. Elas também se acumulam em instrumentos médicos e hospitalares, como os cateteres, por exemplo.

As primeiras observações de biofilmes foram realizadas por Antonie Van Leuwenhoek que, estudando amostras de dente, no seu microscópio, notou mais fragmentos de células agregadas do que planctónicas. Porém, a primeira publicação detalhada que descreve biofilmes foi descrita por Zobell em 1943, onde o autor iniciou estudos sobre a adesão de bactérias marinhas em cascos de navios, e em outras superfícies, como vidro, metal e plástico que estavam submersos.

Na área da saúde, eles são responsáveis por diversas doenças, como infecções hospitalares, feridas resistentes e até rinossinusite crônica. Na indústria de alimentos elas são responsáveis pela contaminação de alimentos, como o que acontece na sua casa, quando o pão fica com aquela imensa camada de bolor.

Não é só de notícias ruins que vive o mundo das bactérias. Na nossa vida encontramos uma diversidade importante de bactérias que deixam a nossa saúde em dia, como é o caso da nossa flora intestinal. Esse grupo de bactérias vive em nosso intestino auxiliando na digestão de alimentos e monitorando o desenvolvimento de microrganismos que causam doenças. Para ajudar no processo digestivo contamos com uma ajudinha extra na nossa alimentação, como é o caso dos alimentos probióticos, como as bebidas que contêm lactobacilos vivos. Elas são do gênero lactobacillus e contam com uma grande vantagem: elas chegam vivas ao intestino, atravessando sem problemas o estômago, um ambiente bastante ácido. Chegando lá, eles se reproduzem rapidamente e ajudam a criar um ambiente favorável para outras bactérias do bem possam viver ali. Além disso, elas produzem um muco que protege as dobraduras intestinais e ajudam a sintetizar partes das vitaminas do complexo B.

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