Bioenergia

Biocombustíveis ganham mais espaço na aviação nacional

Mercado da aviação nacional é fator importante para o crescimento do consumo de biocombustíveis no país e para a redução da emissão de gases de efeito estufa

Uma matéria publicada pelo Canal Jornal da Bioenergia, por Ana Flavia Marinho, traz um cenário muito importante para os combustíveis renováveis no Brasil, que agora começam a ganhar mais espaço na aviação nacional. A publicação destaca a importância, para a economia e coletividade, da inserção dos combustíveis renováveis em misturas com os tradicionais promovendo a redução da emissão de gases de efeito estufa.

Entre os dados de bastante interesse para o setor, estão aqueles que mostram que o total do mercado de querosene na aviação brasileira, hoje, é em torno de 6,7 milhões de metros cúbicos. Com ajuda das novas tecnologias considera-se possível a mistura deles com os renováveis em até 50%, com uma alta concentração de consumo em menos de 30 postos de abastecimento (aeroportos).

A expectativa pelo aumento do consumo de combustíveis renováveis é ainda mais relevante, visto que os países apoiadores do Acordo de Paris também aderiram ao CORSIA (Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation), que entrará em vigor em 2020. A medida prevê obrigar a indústria de aviação civil internacional dos países signatários a neutralizar ou compensar suas emissões de CO2 acima da linha de crescimento neutro de carbono, além de contribuir para a redução das emissões do setor de transporte.

“Você sabia que o Etanol celulósico é uma alternativa para aumentar a produção de biocombustíveis. Leia aqui

Em fevereiro, Victor Pomarico Uchoa, gerente de desenvolvimento comercial da Novozymes, publicou um artigo na revista norte-americana Biofuels, falando sobre a experiência brasileira na produção de biocombustíveis e como a biotecnologia pode ajudar a aumentar o rendimento desse produto.

Segundo ele, um exemplo de utilização de biotecnologia para aumentar a capacidade já está disponível no mercado brasileiro. As usinas conseguiram aumentar o rendimento de etanol em uma média de 3-4% usando métodos mais recentes de biotecnologia para liberar seus fermentadores. A Novozymes estima que uma usina brasileira de cana-de-açúcar de 3 milhões de toneladas que produza 60/40 de mistura de açúcar / etanol poderia produzir um equivalente adicional de 4.000 m3 de etanol por ano se mudar para soluções de biotecnologia, potencializando seu fluxo de receita em estimados USD 2 milhões (EUR 1,7 milhão). Um desses métodos é o uso da Fermax Novozymes, uma enzima introduzida em 2016, já está sendo usada ou testada em 10% de todas as usinas brasileiras de cana-de-açúcar após menos de duas estações de colheita. O uso da enzima está aumentando em popularidade porque oferece uma maneira flexível e econômica de aumentar a produção de etanol, evitando a espuma e alcançando um maior desempenho.

Em um momento em que a produção global de etanol deverá duplicar em volume ao longo dos próximos anos, as experiências do Brasil na produção de etanol de cana são relevantes para outros países em desenvolvimento. Confira o artigo completo sobre a experiência brasileira clicando aqui.

Tags:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.