Sustentabilidade

Até 2050 o mundo terá mais 2,2 bilhões de pessoas

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que até 2050 o mundo terá mais 2,2 bilhões de pessoas e mais da metade delas será da África subsaariana 

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que até 2050 o mundo terá mais 2,2 bilhões de pessoas e mais da metade delas será da África subsaariana, onde direitos das mulheres são frequentemente violados por acesso limitado à saúde e à educação, além de uma discriminação de gênero estrutural. O novo relatório da entidade alerta para a qualidade e cuidados de saúde materna, além da necessidade de aumentar o acesso aos contraceptivos modernos, educação sexual e aconselha sobre a importância dos países atuarem na educação para mudar as visões estereotipadas que homens têm das mulheres.

A diretora do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Monica Ferro, disse em Genebra que a tendência global é a formação de famílias menores, indicando que mais pessoas estão fazendo escolhas sobre o número exato de crianças que querem ou que podem ter. Apesar da transição gradual para taxas de fertilidade mais baixas, que começaram na Europa no final do século 19, nenhum país pode reivindicar que todos seus cidadãos usufruam de direitos reprodutivos em todos os momentos, disse Ferro.

Destacando a ligação entre conflito e insegurança com famílias maiores, dados do UNFPA também mostram que Afeganistão, Iraque, Palestina, Timor-Leste e Iêmen possuem taxas de fertilidade mais altas que a média geral de 2,5 crianças por mulher. Segundo a Agência de Notícias da ONU, a diretora do UNFPA pediu para todos os países implementarem uma série de políticas e programas para aumentar as escolhas reprodutivas de suas populações.

Em quase 25 anos desde que a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento foi endossada por 179 governos, os direitos reprodutivos “melhoraram significativamente no mundo todo”. Ela destacou que países concordaram na época acerca da importância de casais e indivíduos decidirem o número, espaçamento e hora de seus filhos, e que tais decisões fossem feitas livres de discriminação, coerção ou violência.

Um comprometimento similar é refletido na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, aceita pela comunidade internacional em 2015.

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