11-11-2016

As enzimas podem ser produzidas por organismos geneticamente modificados (OGM)?

Desde muito tempo os seres humanos têm utilizado os fungos, bactérias e enzimas para produzir alimentos e bebidas fermentadas de grande importância alimentícia, social e até cultural, tais como lácteos, vinhos, pães e cerveja. Atualmente a aplicação da biotecnologia tem produzido um alto desenvolvimento no que diz respeito ao tema da utilização destes elementos, sobretudo em bebidas e alimentos fermentados. É importante ressaltar que hoje, os produtos da biotecnologia se aplicam a um grande número de indústrias, não apenas a alimentícia, mas também a farmacêutica, têxtil, de detergentes, de papel, etc. A incorporação da chamada “engenharia genética” permitiu otimizar a eficiência do processo de produção além da qualidade do produto. Muitos dos micro-organismos utilizados pelas indústrias foram melhorados geneticamente, e também se obteve uma vasta gama de enzimas de grande utilidade para os setores citados acima. Isto se dá por meio das modificações genéticas, ou seja, a modificação dos genes (DNA), que são os responsáveis pela codificação da produção desses catalisadores biológicos.

O que são organismos geneticamente modificados (OGM)?

Estes organismos são conhecidos como transgênicos. Normalmente associamos este termo às plantas ou aos alimentos que provêm de cultivos vegetais modificados geneticamente para resistir a certos tipos de pragas, às geadas ou para melhorar a qualidade nutricional, mas este processo não se restringe aos vegetais. As modificações genéticas, como dito anteriormente, são também empregadas às enzimas na elaboração e processamento de inúmeros alimentos ingeridos por nós. Para a indústria os benefícios do uso das enzimas modificadas geneticamente são enormes devido à otimização dos resultados dos processos tecnológicos, melhora de características dos produtos elaborados (sabor, cor, textura, odor, temperatura, etc), e até mesmo a diminuição do tempo de produção.

O que são e quais as vantagens de se utilizar enzimas geneticamente modificadas?

As enzimas são proteínas e há diferentes enzimas de interesse industrial que podem ser obtidas por meio da utilização de plantas ou de micro-organismos. Quando uma nova enzima é identificada em um micro-organismo, o seu gene pode ser transferido para uma bactéria ou um organismo hospedeiro de fácil cultivo, por exemplo (bactérias como Bacillus, leveduras como Saccharomyces e fungos como Aspergillus são muito utilizados em panificadoras e cervejarias. Não só é possível aumentar a produção de enzimas por meio deste método chamado de “enzimas/proteínas recombinantes”, como também se reduz a extração delas a partir de fontes convencionais. Imaginemos que a fabricação do queijo requer uma quantidade de enzima que convencionalmente é produzida no estômago do bezerro (a quimosina) e que, com a sua produção através deste método, o sacrifício do animal para este fim seria significamente reduzido.

A indústria farmacêutica também optou pelo caminho da engenharia genética com o método das enzimas recombinantes para aumentar a produção destas. A insulina, usada em tratamentos para pessoas diabéticas, foi a primeira proteína recombinante a ser aprovada como medicamento. Hoje temos os anticorpos, hormônios, vacinas e inúmeros fármacos que são produzidos desta maneira. Estudos já mostraram que o produto obtido por meio de uma enzima recombinante tem maior pureza, o que garante maior qualidade também.

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