13-06-2017

As enzimas como aliadas da indústria têxtil

As enzimas têm um importante papel nesse setor que é um dos mais importantes do Brasil

            A indústria têxtil tem uma extensa história de sucesso na aplicação de enzimas para obter maior eficiência na cadeia produtiva, mais qualidade final dos produtos e também para processos de branqueamento das peças, entre outros. Ao utilizar fibras para a produção de tecidos, como o algodão, por exemplo, as empresas contam os processos enzimáticos para alterar as propriedades das fibras têxteis, com a vantagem de não resultarem em efeitos nocivos ao meio ambiente.

Outra forma de aplicação das enzimas é na fase de remoção de impurezas não celulósicas, chamada de biopreparação ou purga enzimática, que gera um processo mais ecológico, substituindo compostos químicos e oferecendo danos menores às fibras.

Além disso, após a etapa de alvejamento, é possível eliminar o peróxido de hidrogênio com enzimas, economizando água e tempo neste processo.

Na história da indústria têxtil, o início do uso das enzimas marca o ano de 1857, quando foi utilizado o extrato de malte para retirar a goma de amido de um tecido que seria estampado. Acompanhando essa história de bastante sucesso, em 1996, a Novozymes lançou uma enzima chamada DeniLiteTM focada na diminuição do encolhimento, da feltragem, biopolimento, melhoria da qualidade de tingimento e melhoria do brilho, podendo ser aplicada também na seda, para facilitar o manuseio e qualidade da fibra.

Em 2016, a empresa inovou mais uma vez ao apresentar ao mercado o processo CombiPolish®. Premiado internacionalmente, é utilizado para a remoção de fibrilas e de pilosidades dos tecidos, principalmente, das malhas de algodão, a etapa conhecida como bio-polimento. Essas fibrilas e pilosidades estão muito presentes nos tecidos, deixando-os com aspecto envelhecido e com as famosas bolinhas. Com a aplicação do processo CombiPolish®, a peça fica com aspecto liso e limpo por mais tempo, e as cores mais claras e leves. Essa qualidade é perceptível aos olhos do consumidor, que consegue ver a diferença no tecido já na loja e, depois, em casa, ao fazer as inúmeras lavagens na peça.

A valorização de uma peça começa na sua linha de produção, quando o tecido está sendo ainda preparado para a confecção. Nessa etapa, o uso de enzimas ajuda a otimizar a produção, a reduzir a utilização de produtos químicos e por consequência também pode contribuir com a diminuição do consumo de água e energia.

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