09-06-2017

Administração dinamarquesa: referência mundial em eficiência e combate à corrupção

A eficiência do país se reflete em suas empresas, como a Novozymes

 A Dinamarca é um país europeu com uma população de pouco mais de 5 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto (PIB), em 2015, de 266.244 milhões de euros. Inspiração para o mundo, neste mesmo ano, os principais setores da sua economia foram a administração pública, a defesa, a educação, a saúde e os serviços sociais (23,1%), o comércio grossista e retalhista e os serviços de transportes, alojamento e restauração (18,8%) e a indústria (18,7 %).

Integrante da União Europeia desde 1973, os pagamentos ao fundo para o orçamento europeu, pela Dinamarca, contribuem para financiar programas e projetos em todos os países da UE, ajudando, por exemplo, a construir estradas, subsidiar pesquisas e proteger o ambiente.

Outro diferencial do país está na relação de parceria entre o público e o privado, além da participação da população nas discussões que envolvem assuntos como planejamento de investimentos na infraestrutura, bem como em questões sociais, culturais e administrativas.

Na Dinamarca, os cidadãos têm uma forte consciência fiscal e, por isso, não aceitam a ideia de não pagar impostos, apesar da elevada carga fiscal, eles pagam e acompanham a aplicação dos recursos. Exemplo para o mundo, também, a forte consciência social e ações de combate à corrupção, que remontam 350 anos de dedicação ao tema, esforço que coloca o país em primeiro lugar nas pesquisas da ONG Transparência Internacional, que acompanha 168 nações pelo mundo para desenvolver um ranking que se tornou o principal indicador global de corrupção. Uma pequena comparação: neste ranking, o Brasil está na 76ª posição segundo dados de 2016.

Toda a eficiência do país, e expertise na gestão pública, ganham contornos globais quando o país se dedica a trocar experiências com outras nações, como é o caso do Brasil. Em março de 2016, Brasil e Dinamarca assinaram um memorando de entendimento na área de inovação em gestão pública. Essa cooperação internacional tem como objetivo desenvolver iniciativas para aumentar a eficiência e a transparência do serviço público e uma das medidas é a construção de um laboratório de inovação dentro da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). O governo dinamarquês dará apoio e suporte técnico a experiências que tornem a relação entre governo e sociedade mais eficiente.

A eficiência do país se reflete em suas empresas, como a Novozymes, que também mantém sede no Brasil. A multinacional dinamarquesa é referência na produção de enzimas e microrganismos para indústrias de diversos setores, focada na área de biologia e sustentabilidade, primando pela manutenção do meio ambiente por meio da integração de práticas sustentáveis. A empresa também está entre as 100 empresas mais inovadoras no mundo no ranking da Forbes.

 

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