Sustentabilidade

Você tem cuidado da sua saúde? A Biotecnologia tem!

Biotecnologia na saúde

E muito antes do que você imagina.

Desde os primórdios da humanidade, existem diversos tratamentos e medicações contra doenças e que buscam a melhoria da saúde. O desenvolvimento dessa medicina caminhou sempre lado a lado com o desenvolvimento da Biotecnologia.

Existem relatos históricos na China antiga do uso da capacidade antibiótica de fungos presentes nas raízes de plantas, usadas em tratamentos de infecções e feridas. Claro, não se sabia de forma detalhada qual era o motivo para a melhora dos ferimentos, mas já era uma prática que usava biotecnologia. Prática essa, que só foi aprofundada por Alexander Fleming em 1928, com sua descoberta da Penicilina, que revolucionou a área da saúde na época.

 

Curiosidade: a descoberta da Penicilina foi um acidente. Fleming esqueceu algumas placas expostas com bactérias em seu laboratório durante suas férias. Quando voltou, percebeu que haviam sido contaminadas por um bolor, mas que nenhuma bactéria crescia ao redor dele, isso por ele produzir a penicilina como meio de sobrevivência, como foi posteriormente descoberto.

 

Mesmo antes da descoberta da penicilina, a biotecnologia já evoluía junto com a medicina. Foi assim em 1796, com a primeira vacina da humanidade, contra a varíola. A varíola é causada por um vírus, responsável por uma das maiores epidemias da história, durante vários séculos. O médico responsável pela invenção da vacina, Edward Jenner, foi extremamente ousado na descoberta. Ao observar que mulheres que tiraram leite de vacas eram imunes a varíola humana, por terem se infectado com a variação da doença vinda dos bovinos, o médico experimentou coletar o pus da mão de uma das mulheres (que tinham ferimentos como uma forma branda da doença se manifestar), e injetar esse líquido em um menino de oito anos. Semanas depois, fez com que o menino entrasse em contato direto com a doença humana. A criança não teve a doença, ou seja, estava imune a ela. Foi criada, então, a cura contra o vírus “vaccinia” (do latim, “vacca”, se referindo a doença que veio de origem bovina), que também originou o nome do tratamento até hoje.

A biotecnologia também estava presente no grande avanço para produção de fármacos e compostos em 1973 quando Herbert Boyer e Stanley N. Cohen desenvolveram a tecnologia de DNA recombinante. O DNA de todos os seres vivos possui pequenas sequências responsáveis pela produção de algum composto necessário para a sobrevivência daquele ser, quase que como uma receita que todo organismo entende. Com essa nova tecnologia foi possível colocar sequências de um ser vivo em outro, como por exemplo, a “receita” da produção de insulina de um mamífero pode ser colocada em uma bactéria, que começou a produzir insulina  normalmente. A insulina, por exemplo, antes era extraída do pâncreas de animais (suínos e bovinos), e era muito custosa para ser purificada, podendo ainda trazer reações alérgicas aos pacientes com diabetes. Isso resultou em compostos que poderiam ser utilizados na medicina de forma muito mais pura, sem chances de alergias nos pacientes. Também foi o pontapé inicial no estudo da produção de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs).

 

Segunda curiosidade: Você sabia que o primeiro produto da história da Novozymes, antes da separação da empresa Novo, foi a insulina? Ela era extraída de pâncreas bovino pela empresa, que também foi de onde extraíram o primeiro produto enzimático da Novo. Uma das formas que a empresa foi pioneira no mercado da insulina foi com a criação da seringa de uso pessoal para o tratamento do diabetes, que os pacientes podiam injetar o composto em si mesmos.

 

E esses foram estudos iniciais somente, que trouxeram de fato a palavra “biotecnologia” para o uso cotidiano. Hoje, existem diversos estudos e também técnicas mais aprofundadas, totalmente ligadas à área, que trazem esperança para novos tratamentos. Como,  o uso de biomateriais para próteses e implantes, que melhoram a estrutura óssea, ou até permitem a fabricação de partes biônicas. O uso de terapias a partir de anticorpos preparados (são eles que defendem nosso corpo de doenças, parte integral do sistema imunológico). A alteração genética em mosquitos, que pode ser a solução para uma epidemia.

Isso tudo é a união de áreas da saúde com a biotecnologia. Não teríamos a medicina que temos hoje se não fosse por todas essas conquistas, que só tendem a aumentar.

O que achou da área da Saúde em Biotecnologia? Me diz nos comentários! E não se esqueça de curtir! Semana que vem, para continuar a coluna sobre Biotecnologia no Cotidiano (onde já falamos sobre o que é Biotecnologia, a área de Alimentos e de Meio Ambiente), vamos falar sobre uma área muito nova, mais extremamente inovadora, a Engenharia! Até lá!

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