19-09-2016

Utilização de enzimas na produção de combustíveis

O uso de enzimas produzidas por micro-organismos para a produção de combustíveis vem funcionando cada vez mais como alternativa para as indústrias. Tanto podem ser usados micro-organismos que produzem naturalmente enzimas em seu estado bruto, selvagem ou aperfeiçoadas com técnicas mais tradicionais, sem alteração genética; como seus derivados podem ser utilizados: como é o caso dos extratos, coquetéis, enzimas purificadas ou quaisquer tipos de biocatalisadores de procedência microbiana. As enzimas podem ser as proteases, fitases, lipases, celulases ou amilases. O que importa é sua aplicação em vários setores das indústrias, especialmente para a produção de combustíveis.

Função das enzimas

A celulose contida nas folhas, bagaços ou capins é o primeiro passo para a substituição da exclusividade do petróleo na produção de combustível. No entanto, para que a massa vegetal utilizada sirva para esse fim, ela deverá ser desconstruída e, é isso que as enzimas fazem. Em geral, são os fungos e as bactérias que produzem as enzimas. Se, na natureza sua função é a de decompor um pedaço de madeira e dela se alimentarem, na indústria, o grande desafio é o de se encontrar ou de se produzir linhagens de fungos e de bactérias que produzam muitas enzimas e com menos prejuízo ambiental.

Consciência ecológica

A utilização das enzimas para o desenvolvimento de vários setores da economia não apenas é mais sustentável, mas privilegia o Brasil em sua diversidade e abrangência de recursos naturais. Converter restos de massa vegetal – a biomassa em energia, não é somente uma solução lucrativa para as indústrias, mas uma estratégia viável de consumo para as próximas gerações.

Já há muitas pesquisas em torno do tema: geração de dados sobre a composição química das massas vegetais, como é o caso dos bagaços de cana-de-açúcar e a submissão a vários tipos de pré-tratamento da biomassa como formas de se prever qual o processamento mais adequado a ser obtido.

Vale ressaltar que a utilização das enzimas no setor industrial não é exclusividade do ramo de combustíveis, mas é bem aceita e bem-sucedida também nos setores têxtil, alimentos e bebidas, couro, papel e celulose, por exemplo. Inserir cada vez mais a possibilidade de fontes de energia renovável dentro da matriz energética mundial é a forma de se cuidar do planeta e de se ter a consciência da finitude de alguns bens naturais.

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