11-07-2017

Stephen Hawking diz que mudanças climáticas podem deixar a Terra igual a Vênus

“Estamos em um ponto crítico no qual o aquecimento global vai se tornar irreversível”

            Após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a desistência da assinatura do Acordo de Paris, o polêmico físico britânico Stephen Hawking disse que as mudanças climáticas podem deixar a Terra igual a Vênus. Ele reforçou que ao negar a existência do aquecimento global o presidente norte-americano pode causar um dano inevitável ao planeta e arriscar o futuro das crianças. “As ações de Trump podem levar a Terra à beira do abismo e transformá-la em Vênus, com uma temperatura de 250ºC e chuva de ácido sulfúrico”, disse ele à BBC em Cambridge.

Para o físico, as mudanças climáticas podem deixar a Terra muito semelhante a Vênus: quente, seco e superfície coberta por nuvens de ácido sulfúrico, com condições inóspitas para a vida. “Estamos em um ponto crítico no qual o aquecimento global vai se tornar irreversível. Essa é uma das maiores ameaças que enfrentamos e que podemos prevenir se agirmos agora”, disse, em evento de comemoração dos seus 75 anos.

Combater as mudanças climáticas é papel de todos. O Brasil, integrando o Acordo do Clima, se comprometeu nessa luta por diminuir a emissão de gases e a desenvolver novas iniciativas que atendam às necessidades apontadas no Acordo de Paris. Entre as diversas medidas brasileiras está a de aumentar a participação na produção de bioenergia, nossa principal matriz energética para, aproximadamente, 18% até 2030, bem como alcançar um número bastante expressivo de 45% em energias sustentáveis nesse mesmo período. Aqui se comprova a urgente necessidade de um programa de desenvolvimento do setor de biocombustíveis como o RenovaBio. Não apenas focado na economia e no mercado interno e externo, como, também, para ser um importante instrumento do país no cumprimento do Acordo.

O etanol é parte fundamental da atuação brasileira no combate às mudanças climáticas. A proposta do Brasil estima que a necessidade de produção interna chegue a 54 bilhões de litros de etanol até 2030. Por isso, a nova agenda do setor, o RenovaBio, prevê também o fomento da discussão sobre o novo mecanismo de estímulo à eficiência energética veicular (automotiva) no país, além da busca de novas tecnologias que utilizem fontes limpas e renováveis.

Pensando no desenvolvimento sustentável desse setor industrial, o RenovaBio prevê estimular a inovação na indústria nacional, garantir a segurança energética e o abastecimento, gerar benefícios ambientais, sociais e de saúde pública, preservar a infraestrutura existente, como distribuição e revenda, além de contar com uma frota apta ao uso de etanol. Indo além, está a promoção de benefícios ambientais, sociais e de saúde pública e a recuperação do interesse do setor privado em novos investimentos.

Biotecnologias a favor da biodiversidade

Graças à Biotecnologia é possível desenvolver soluções sustentáveis para fabricação de produtos alimentícios, têxteis, limpeza, além de tratamento da água com o uso de enzimas e, assim, auxiliar na preservação da biodiversidade. As enzimas são catalizadoras naturais em reações químicas, e podem ser aplicadas na produção de biocombustíveis, garantindo ainda mais economia para o planeta. Na América Latina, a Novozymes é referência no segmento, realizando seus trabalhos com base na sustentabilidade e menor impacto negativo ambiental. Conheça mais conteúdos sobre Biologia e Biotecnologia aqui no Bioblog

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