Sustentabilidade

Setor privado brasileiro apresentou os desafios de sustentabilidade nacionais na sede da ONU

Cerca de 25 representantes dos setores público e privado do país participaram de debates sobre sustentabilidade

Durante a segunda edição do encontro SDGs in Brazil (18/07/2019), realizado na sede da ONU, em Nova Iorque, com o objetivo de discutir os avanços e desafios brasileiros para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), cerca de 25 representantes dos setores público e privado do país participaram de debates, junto a membros de agências das Nações Unidas.

Mais de 170 pessoas, de 25 nacionalidades, se inscreveram para assistir às discussões, que também foram transmitidas ao vivo no Facebook e Youtube da Rede Brasil do Pacto Global.

Entre os destaques da programação, estiveram presentes o enviado para a Cooperação Sul-Sul, Jorge Chediek, o enviado especial da ONU para a cúpula do clima, Luis Alfonso de Alba, o coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, a diretora-executiva do Pacto Global, Lise Kingo, a presidente do Conselho da Rede Brasil do Pacto Global, Sonia Favaretto, além de CEOs de empresas com atuação no Brasil.

Fabiancic representou 26 agências, fundos, programas e entidades da ONU que fazem parte do Sistema ONU no Brasil. Na ocasião, ele afirmou que a Agenda 2030 é um chamado para todos os setores da sociedade trabalharem rumo ao desenvolvimento sustentável. “Não é uma agenda da ONU, mas uma agenda dos Estados-membros das Nações Unidas, governos, empresas e sociedade civil. É uma agenda de todos. Hoje é amplamente entendido que as empresas são parceiras essenciais neste caminho para o desenvolvimento sustentável”, disse.

O coordenador-residente lembrou que, sendo a maior economia da América Latina e Caribe, o Brasil está entre os dez principais receptores de investimento estrangeiro direto no mundo. “Investidores do mundo todo estão cada vez mais apoiando negócios e indústrias com objetivos econômicos, ambientais e sociais responsáveis de longo prazo, tais como os ODS, porque os ODS são as diretrizes de desenvolvimento sustentável reconhecidas em todos os lugares”.

“A Agenda 2030 pede uma maior participação do setor privado como alavanca para a implementação e disseminação de princípios universais, contribuindo para sua capacidade de inovar e desenvolver soluções responsáveis, sustentáveis, inclusivas e economicamente viáveis ​​para a sociedade”, declarou.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), Sérgio Segovia, e o embaixador do Brasil junto à ONU, Mauro Vieira, foram alguns dos representantes do setor público.

A programação incluiu casos de práticas reconhecidas pelo Prêmio ODS Pacto Global, que aconteceu em maio, em São Paulo, e discussões sobre desafios nacionais, como a adoção da Agenda 2030 por governos estaduais, o acesso à Justiça e a construção de instituições mais fortes.

Na área ambiental, os debates abordaram como os negócios devem lidar com a crise climática; as florestas como geradoras de prosperidade; os desafios de água e saneamento no Brasil e a relação da prática mineradora com os ODS.

Tags:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *