06-12-2017

Setor Agtech ganha destaque no Brasil

As startups de inovação para o agronegócio vêm ganhando destaque no Brasil.

O crescimento populacional, com uma média de 77,6 milhões por ano, representa uma expectativa de aumento para 10 bilhões de pessoas até 2050. O mundo precisa se preparar para o desafio da alimentação da população mundial, com a evolução nos setores de agricultura e agroindústria, atrelado ao crescimento do poder aquisitivo da classe média, que, segundo estudo publicado no portal Tech Crunch deve dobrar até 2030 e, com isso, a necessidade maior quantidade de proteína animal, combustível e fibras para atender a toda essa demanda.

Diante de um cenário atual, no qual a agricultura representa cerca de 30% das emissões de gases de efeito estufa, esse setor precisa encarar o desafio de aumentar a produção, utilizando a mesma quantidade de terra e diminuir a emissões de gases para se tornar amplamente sustentável e conseguir atender à demanda populacional e a sustentabilidade do planeta.

Em abril deste ano, a Novozymes apresentou ao mercado um novo estudo que colabora com esses desafios – Acre Study. O estudo discorre sobre como é possível gerar mais valor na cadeia da agricultura usando a biotecnologia.

Com essa preocupação global, estimulada pelas premissas da premissas as recomendações da FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, um amplo mercado de inovação e desenvolvimento se apresenta, nominado nos Estados Unidos por Agtech – Agricultural Technology, termo dado às empresas que atuam e desenvolvem soluções tecnológicas para o agronegócio, que vem ganhando mais expressividade e atenção mundial desde 2013, quando a gigante Monsanto adquiriu a Climate Corporate, quando ainda era uma startup. No mesmo ano, a Monsanto e a Novozymes apresentaram ao mundo uma aliança inovadora para a agricultura, a Aliança BioAg, que é a primeira do setor com o objetivo de mudar, expressivamente, a realidade global do agronegócio. A Aliança lidera, atualmente, o maior programa de pesquisa microbiana do mundo, com foco no desenvolvimento de uma nova geração de produtos.

As startups de inovação para o agronegócio vêm ganhando destaque no Brasil. Segundo a Startagro, o Brasil pode liderar nesse mercado, estimulando novas iniciativas e propostas que podem contribuir, ampliar e desenvolver ainda mais o setor. Como exemplo, grandes cases como o da Bug Agentes Biológicos, que foi considera a 33ª empresa mais inovadora do mundo pela revista americana Fast Company, além de outras como Aegro, Agrosmart, Agronow, Checkplant, Organomix, entre outras.

No Paraná, o mais recente destaque veio da ExpoLondrina edição 2017, que promoveu um intenso hackathon agro. Com o tema “Produtividade, Logística e Segurança”, a maratona de 40 horas contou com a participação de 60 integrantes, em 15 equipes e 60 mentores. A equipe Ferrugem Zero, formada por Giancarlo Michelino Pistone Elias, Jean Carlos Fabiano dos Santos e Lucas da Silva Dias, ganhou o primeiro lugar com o projeto de controle de ferrugem na soja. Eles criaram um sistema que disponibiliza ao agricultor um aplicativo que utiliza dados da propriedade, de terrenos da região, verificando a quantidade de esporos e das condições ambientais, umidade, temperatura para saber o momento correto de aplicar defensivos, bem como a quantidade adequada.

A Novozymes, multinacional dinamarquesa líder no mercado de biotecnologia, está aberta a conhecer e dialogar com os empreendedores brasileiros do setor Agtech, além de pesquisadores, aceleradoras e incubadoras que desejem apresentar suas iniciativas.

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