04-04-2017

Roupas mais duráveis e bonitas: a visão da Marks & Spencer

Na Europa, uma discussão importante vem tomando conta dos sites, blogs de notícias e do mundo da moda. Alimentados pelo polêmico documentário True Cost (disponível para nós, brasileiros, na Netflix), que provoca uma reflexão importante sobre todo o sistema de produção do vestuário no mundo, a qualidade das peças e o interesse dos consumidores em conhecer mais sobre o processo fabril daquilo que compra, é o debate do momento, que se tornou um importante incentivo para a proposta de sustentabilidade da cadeia varejista.

Uma intensa adaptação do mercado da moda e do vestuário já é possível ser sentida na Inglaterra, por exemplo. Os consumidores começam a desafiar a marcas a inovar e oferecer peças mais duráveis, com maior qualidade e com comprovação de processos produtivos mais sustentáveis.

Um dos exemplos é da rede britânica MARKS & SPENCER. Fundada em 1884, por Michael Marks, a marca é, hoje, uma das maiores e mais valiosas do país, e reúne roupas, móveis, objetos de decoração, além de gastronomia, apresentados em ambientes acolhedores e eficientes.

O contato direto com os clientes, escutando e entendendo suas necessidades, fez com que a marca desenvolvesse, em sua comunicação, a preocupação com questões sociais, ambientais, éticas, além de manter sua proposta de oferecer roupas que durem mais. Depois de uma pesquisa com os consumidores, a M&K comprovou que seus clientes continuavam valorizando a resistência e a durabilidade dos produtos. E mais: queriam ajudar a evitar o desperdício. A prova disso é que, desde 2008, após uma campanha, em parceria com a Oxfam, criada para incentivar os consumidores a doar suas peças de roupas antigas, a marca conseguiu reunir mais de 20 milhões de roupas usadas que foram revertidas em 15 milhões de libras. Como resultado: dinheiro investido em diversos projetos sociais pelo mundo.

E o pioneirismo não para por aí. A marca trabalhou, por dois anos, em um projeto em conjunto com a Universidade de Cambridge e com o Instituto para a Sustentabilidade, focado em pesquisa de novas propostas e oportunidades de recuperação têxtil.

O projeto gerou diversas iniciativas e o contato com inovações importantes, como o uso de enzimas no processo produtivo para criar roupas ainda mais duráveis, com cores também mais resistentes. Essa foi a principal aposta da marca ao criar a Stay New, uma linha lançada, em 2012, como uma verdadeira plataforma de inovação, ao unir um conjunto de tecnologias com o foco em prolongar a vida útil dos produtos e proporcionar a eles um “olhar mais novo por mais tempo”.

A linha oferece desde peças com elastano, resistentes ao cloro, como também o tratamento feito nos microfleece para reduzir as famosas e indesejadas “bolinhas” no tecido, entre outros. Mas o maior destaque, segundo a marca, é o processo de tratamento da malha de algodão. Ao utilizar a biotecnologia no tratamento dos tecidos a rede chegou a um resultado superior, tanto na fábrica quanto aos olhos do consumidor. A utilização das enzimas ajuda a remover as fibras superficiais sobre o tecido, proporcionando uma peça mais branca e com menor desgaste, além de resultar em um produto mais adequado para o tingimento. A Marks & Spencer diz que essa iniciativa tem muitas vantagens, entre elas, torna a peça sustentável mais acessível ao consumidor final, além de estender a vida útil dos produtos, que é a grande missão da empresa.

Quer saber mais sobre as enzimas para o setor têxtil?

A valorização de uma peça começa na sua linha de produção, quando o tecido está sendo ainda preparado para a confecção. Nessa etapa, o uso de enzimas ajuda a otimizar a produção, a reduzir a utilização de produtos químicos e por consequência também pode contribuir com a diminuição do consumo de água e energia. É nesta etapa que Novozymes contribui com as suas inovações em biotecnologia para o setor, como é o caso do processo CombiPolish®. Premiado internacionalmente, é um processo utilizado para a remoção de fibrilas e de pilosidades dos tecidos, principalmente, das malhas de algodão, a etapa conhecida como bio-polimento. Essas fibrilas e pilosidades estão muito presentes nos tecidos, deixando-os com aspecto envelhecido e com as famosas bolinhas. Com a aplicação do processo CombiPolish®, a peça fica com aspecto liso e limpo por mais tempo, e as cores mais claras e leves. Essa qualidade é perceptível aos olhos do consumidor, que consegue ver a diferença no tecido já na loja e, depois, em casa, ao fazer as inúmeras lavagens na peça.

A Novozymes é uma multinacional dinamarquesa de referência no segmento de soluções enzimáticas para indústrias de diversos setores, focada na área de biologia e sustentabilidade, primando pela manutenção do meio ambiente por meio da integração de práticas sustentáveis. No Brasil, a empresa tem sedes industriais em Araucária e Quatro Barras (Paraná) e escritórios em São Paulo e Brasília. A empresa também está entre as 100 empresas mais inovadoras no mundo no ranking da Forbes.

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