Sustentabilidade

Rio de Janeiro pode ser a primeira cidade a banir o uso de canudos plásticos

A medida, aprovada no começo do mês de junho na Câmara de Vereadores, regulamenta em Lei que os estabelecimentos comerciais devem passar a usar canudos de papel biodegradável ou de material reciclável ao invés de canudos plásticos.

A capital do Rio de Janeiro será a primeira cidade brasileira a banir o uso de canudos plásticos e restaurantes da cidade. A medida, aprovada no começo do mês de junho na Câmara de Vereadores, regulamenta em Lei que os estabelecimentos comerciais devem passar a usar canudinhos de papel biodegradável ou de material reciclável. O plástico de acondicionamento das embalagens também deve ser substituto por versões de papel.

A lei agora aguarda a sanção do prefeito do Rio de Janeiro e prevê uma multa de R$ 3 mil pelo descumprimento e o valor ainda pode ser multiplicado em caso de reincidência. O projeto de lei foi proposto a partir de uma petição online criada pela ONG Meu Rio. “Estima-se que os canudos representem 4% do lixo mundial. Infelizmente não contamos com um vasto material que levante dados sobre o uso de canudos no Brasil, mas em países como os Estados Unidos, por exemplo, são usados meio bilhão de canudos por dia. Com essa quantidade, seria possível empilhar canudos a ponto de darmos duas voltas e meia no planeta em um período de 24 horas”, divulga a ONG.

“Recentemente, cientistas japoneses fizeram uma importante descoberta e mostram que as enzimas podem ajuda a acabar com o plástico no mundo. Leia a matéria completa acessando aqui.”

O plástico biodegradável, como proposto pela lei carioca, tem inúmeras vantagens – e não é de agora -. Ele foi criado na década de 1970, porém, apenas a partir do ano 2000 passou a ser conhecido mundialmente. O crescimento demográfico e a maior concentração urbana aumentaram a demanda do uso de embalagens plásticas e, com isso, a necessidade da conscientização ambiental por meio da utilização de produtos sustentáveis, como o plástico biodegradável. Esse material é produzido a partir de fontes renováveis, como amido, celulose, mandioca, dentre outros. Durante a fabricação, sua composição molecular é formada de modo que as ligações carbônicas não sejam tão fortes quanto as do plástico comum.

Em 2017, pesquisadores identificaram uma enzima capaz de formar plástico biodegradável. Quer saber mais sobre o assunto? Leia aqui no Bioblog.

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