28-08-2017

RenovaBio recebe contribuições finais

A estimativa é de que, com o programa, aconteça uma redução total de emissões de gases em torno de 571 milhões de toneladas de CO2eq.

             O programa RenovaBio ganhou uma nova versão no mês de agosto, publicada pelo Ministério de Minas e Energia. Na nova publicação estão as propostas de mudanças nas definições do projeto original, de novembro de 2016, e a expectativa é que essa publicação final seja a utilizada pela Presidência da República como a Medida Provisória que colocará em vigor o projeto.

Entre as novas contribuições estão os créditos e certificados de descarbonização, itens amplamente ligados ao compromisso brasileiro com o Acordo de Paris. Inovando, também, a iniciativa de criação do Comitê de Monitoramento de Biocombustíveis e Combustíveis (CMBC), que tem como premissa a determinação das metas compulsórias anuais de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa para a comercialização de combustíveis. Diante da importância do tema, o atualização traz a proposta de que as novas metas sejam colocadas em vigor a partir de 1º de julho de 2018.

Segundo o texto, ”A certificação da produção ou importação eficiente de biocombustíveis, para fins desta Medida Provisória, em caráter voluntário, deverá priorizar o aumento da eficiência, no ciclo de vida, em termos de conteúdo energético com a menor emissão de gases de efeito estufa em comparação às emissões auferidas pelo combustível fóssil, conforme regulamento.”

Atualmente, os biocombustíveis são apontados como alternativa realista e comprovada para cumprir com sucesso as reduções de emissões de gás carbônico em larga escala, impulsionar o crescimento econômico e melhorar a segurança energética.

Com o RenovaBio, a previsão é de que esse mercado ainda ganhe um aporte de 40 bilhões de dólares em investimentos, gerando uma economia de 45 bilhões de dólares à balança comercial, já que prevê a redução da importação de gasolina, no montante de 95 bilhões de litros. O programa também busca o desenvolvimento de cerca de 1.600 municípios produtores de cana-de-açúcar, e a ativação do comércio e da indústria nacional, com a aquisição e modernização de máquinas e equipamentos.

Além disso, a estimativa é que aconteça uma redução total de emissões de gases em torno de 571 milhões de toneladas de CO2eq.

 

Produção de biocombustíveis

A Novozymes, pioneira e líder na indústria de bioenergia, foca seus serviços em soluções avançadas de bioinovação que estabelecem novos padrões de desempenho e viabilidade. As enzimas são vitais na conversão da estrutura complexa da biomassa em etanol, e a Novozymes tem mais de uma década de experiência no aperfeiçoamento do processo de conversão de biomassa.

Quer fazer um comentário?