Sustentabilidade

Relatório da FAO aponta o desmatamento como 2ª maior causa das mudanças climáticas

Segundo a FAO as florestas são primordiais no combate às mudanças climáticas

O último relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado no mês de julho, aponta que o desmatamento é a 2ª maior causa das mudanças climáticas. Na pesquisa, a entidade aponta que a florestas são responsáveis por absorver aproximadamente 2 bilhões de toneladas de CO2, mas, ao serem desmatadas elas se tornam o principal motor do aquecimento global.

O relatório ainda destaca que, aproximadamente, 20% das emissões de gases do efeito estufa são causadas pelo desmatamento. Em números, a entidade mostra que de 1990 a 2015 o total de área de florestas no mundo caiu de 31,6% para 30,6%, mostrando que as emissões geradas pela destruição das áreas florestais são maiores do que as de todo o setor do transporte, ficando atrás apenas da queima de combustíveis fósseis.

“Muito além da função fotossintética, as florestas apresentam importantes funções econômicas, ecológicas e sociais. Leia mais aqui sobre a preservação das florestas e a sustentabilidade”.

Segundo a FAO, proteger as florestas e combater o desmatamento contribuiria para reduzir em até 30% a mitigação das mudanças climáticas. Para isso, é preciso diminuir o consumo de carvão vegetal. O estudo mostra que um grande número de pessoas ainda depende da lenha para a sobrevivência, chegando a 63% na África, 38% na Ásia e 16% na América Latina.

A África e a América do Sul também dão sinais de retrocesso na proteção e uso sustentável das florestas. Ainda hoje, elas são fonte de 20% da renda de famílias rurais em países em desenvolvimento, como no Brasil. No país, pouco mais de 70% das áreas de florestas fechadas (densas, com grande cobertura de copa) apresentavam índices elevados de miséria. Na América Latina cerca de 8 milhões de pessoas sobrevivem com menos de 1,25 dólares por dia nas regiões de florestas tropicais, savanas e seus arredores. Mundialmente, mais de 250 milhões de indivíduos vivem abaixo da linha da pobreza extrema nessas áreas: 63% estão na África, 34% na Ásia e 3% na América Latina.

Uma boa notícia para o país, destaca no relatório, é o Parque da Tijuca, no Rio de Janeiro, considerado como exemplo de conservação. Com uma superfície de 4 mil hectares, o parque foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2012. O local recebe 2,5 milhões de visitantes por ano e é um exemplo de restauração da Mata Atlântica. A reserva transformou-se num santuário para diversas espécies endêmicas.

Você pode conferir o relatório “Estado das Florestas no Mundo” na íntegra clicando aqui. O Brasil pode reduzir até 28% das emissões de gases de efeito estufa. Leia mais aqui no Bioblog.

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