Sustentabilidade

Região seca do Camboja recebe chuvas constantes após o reflorestamento

Projeto apoiado pela ONU, no Camboja, mostra como o reflorestamento pode trazer benefícios para as áreas secas

Uma amostra de como a preservação ambiental promove benefícios surpreendentes vem do Camboja, onde uma região, castigada por contínuas secas, foi reflorestada e agora as chuvas no local aumentaram consideravelmente. A notícia é tão boa que a ONU Meio Ambiente divulga esse case como um exemplo de sucesso, da união e esforço conjunto com a comunidade.

Trata-se de um projeto apoiado pela Organização na montanha de Kulen, que promove a restauração de ecossistemas devastados e auxilia aldeões a encontrar meios de subsistência sustentáveis, evitando a atividade madeireira. A recuperação da mata aumentou o volume de chuvas, antes abundante, mas reduzido em anos recentes por causa da perda de cobertura vegetal.

Ao longo das décadas recentes, a atividade madeireira ilegal no parque nacional de Kulen devastou amplas extensões de floresta. Conforme a cobertura de árvores encolhia, o povo que residia no topo da montanha via encolher também — ou até mesmo desaparecer completamente — as nuvens de chuva, que costumavam se aglomerar acima da mata.

“As árvores grandes que estavam aqui atraíam a chuva. Quando elas foram embora, descobrimos que não tínhamos (mais) água e que nossa área estava secando”, contou a moradora Yuth Thy, de 46 anos.

Até o momento, o projeto apoiou a comunidade de cerca de 300 pessoas em Chuop Tasok no cultivo de 100 mil mudas. A iniciativa também doou pés de árvore e auxiliou patrulhas no plantio de mais de 250 mil árvores, bem como na proteção de 306 hectares de floresta, contra madeireiros ilegais.

Anteriormente, quando as safras de arroz minguavam devido à seca, as pessoas tinham que vender seus animais ou bens para comprar comida. O projeto diminuiu a dependência que a população tinha da agricultura centrada na chuva e diversificou as dietas, oferecendo treinamento e sementes para as famílias e as escolas locais, com o intuito de estabelecer jardins domésticos, poços para a irrigação e cooperações de criação de galinha. Agora, os moradores também têm um fornecimento certo de água potável, vinda de um pequeno reservatório, instalado em fontes montanha acima.

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