Agricultura e Alimentação Animal

Redução no uso de fertilizantes nitrogenados gerará maior economia

Cerca de 20 bilhões de dólares por ano podem ser economizados ao eliminar o uso de fertilizantes nitrogenados no plantio da soja no Brasil

Um pesquisador brasileiro, Luiz Gustavo Moretti de Souza, da Universidade Estadual Paulista ”Júlio de Mesquita Filho” traz uma nova perspectiva para a produção de soja no Brasil. Em seus estudos, ele estima uma economia de aproximadamente 20 bilhões de dólares por ano ao deixar de gastar com fertilizantes nitrogenados, que são aqueles compostos essencialmente por nitrogênio e têm como principal matéria prima a amônia, substituindo-os por microrganismos.

Outra boa notícia do estudo é que o setor produtivo, com isso, poderia deixar de emitir, aproximadamente, 60 milhões de toneladas de equivalentes de CO2 por ano, apenas com a eliminação do uso de fertilizantes nitrogenados.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expectativa é de que a produção de soja no Brasil, no ciclo 2017/2018 alcance entre 106 e 108 milhões de toneladas. A cultura, que vem oferecendo maior liquidez e maior possibilidade de rentabilidade, deve alcançar maior área de produção, com um incremento entre 1,6% e 3,8% na comparação com safras passadas, entre 34,5 e 35,2 milhões de hectares.

Ao mesmo tempo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) apresenta o relatório anual do mercado de fertilizantes em 2017, com um aumento na entrega de 1,0%, alcançando 34.439 mil toneladas. No setor de nutrientes, como está classificado os fertilizantes nitrogenados, eles apresentaram alta de 0,3% no acumulado do ano, chegando a 4.337 mil toneladas, um aumento, segundo a entidade, devido às boas culturas de café, algodão, cana-de-açúcar e laranja.

A pesquisadora da Embrapa Soja, Mariangela Hungria, diz que no processo de FBN (fixação biológica de nitrogênio) as bactérias conseguem capturar o nitrogênio da atmosfera e transformá-lo em fertilizante nitrogenado para as plantas. “Além da vantagem econômica, existem benefícios ambientais, pois os fertilizantes nitrogenados resultam em poluição de rios, lençóis freáticos, lagos, além de emissão de gases de efeito estufa”, explica Hungria.

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