Agricultura e Alimentação Animal

Quase 30% das terras do planeta são utilizadas para pastagens e plantio de alimentos segundo a FAO

Durante evento realizado no Brasil, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Ministério do Meio Ambiente realizaram uma oficina para promover a realização de pesquisas sobre o impacto da pecuária na biodiversidade.

A agricultura e a biodiversidade estão sempre ligadas. O impacto da produção de alimentos  é um tema que precisa ser constantemente pesquisado e debatido. Buscando intensificar parcerias para a realização de pesquisas sobre o impacto da pecuária na biodiversidade, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Ministério do Meio Ambiente promoveram uma oficina em Brasília, no dia 22 de maio, para tratar do tema.

Segundo a secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, o Brasil é o principal produtor de carne da América Latina, além de ser, também, dono da maior biodiversidade. Para Juliana Simões, da secretaria, o Brasil assumiu metas voluntárias junto ao Acordo de Paris que estão relacionadas com o tema. “Entre os compromissos, estão os objetivos de regenerar 12 milhões de hectares até 2030, ampliar em 5 milhões de hectares os sistemas agrícolas integrados e recuperar 15 milhões de pastagens degradadas”, disse. Ela analisa que o plano conjunto contribuirá para proteger a biodiversidade nacional, sobretudo por meio da criação de sistemas que articulam lavouras, florestas e atividades pecuárias.

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O representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, elogiou o engajamento do Brasil no projeto Avaliação e Desempenho Ambiental da Pecuária, criado em 2012 pela entidade, o programa mobiliza governos, setor privado, ONGs e outros atores, ​​unidos por um compromisso com a gestão ambiental e o desenvolvimento sustentável do setor pecuário. “Esta parceria internacional visa gerar metodologias, aportes, contribuições para a obtenção de diretrizes que possam ser referências para os outros países, principalmente para harmonizar estas tecnologias, ter os mesmos parâmetros”, explicou.

A primeira fase do plano foi realizada de 2012 a 2015, período em que as atividades se concentraram na emissão de gases do efeito estufa. Para a segunda etapa (2015-2018), o escopo do projeto foi ampliado para abordar novos temas, como uso da água e biodiversidade e serviços ecossistêmicos. Na avaliação da FAO, o plano também é fundamental para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), como os objetivos 2 (Fome Zero), 14 (Vida na Água) e 15 (Vida Terrestre).

Quer saber mais sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável? Leia aqui no Bioblog.

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