Sustentabilidade

Qual o impacto que um efluente tem no meio ambiente?

Os tipos de efluentes produzidos pela sociedade precisam ser devidamente tratados antes de entrarem em contato com o meio ambiente, para que não danifiquem o equilíbrio do ecossistema.

Um efluente líquido é todo o resíduo aquoso proveniente de um processo, seja industrial ou doméstico, que geralmente é lançado no meio ambiente depois que não apresenta mais utilidade ou como forma de descarte. Como pode ser gerado a partir de diferentes tipos de processos, um efluente líquido pode conter substâncias químicas ou biológicas muitas vezes misturadas, ainda com resquícios de componentes sólidos na sua composição, e se chegar ao meio ambiente sem nenhum tipo de tratamento ou separação, pode gerar consequências graves.

Duas substâncias químicas perigosas para o meio ambiente, mas muito ainda utilizadas industrialmente, são o fosfato e o nitrogênio. Quando não removidos adequadamente de efluentes se espalham em rios e lagos promovendo o crescimento de microalgas, que causa o problema ambiental de eutrofização. A eutrofização é o acúmulo dessas microalgas na superfície de rios, que evita a entrada adequada de oxigênio nesse ecossistema e causa a morte de peixes e retarda o desenvolvimento de outras formas de vida.

Outros compostos químicos e inorgânicos que podem contaminar o ambiente por intermédio de efluentes e contaminações são os combustíveis fósseis, de aspecto similar ao de um óleo (como gasolina e diesel, por exemplo) e metais pesados. Ambos são de composição química complexa, que demora a se degradar no meio ambiente, e possuem ação tóxica para a maioria dos seres vivos com os quais entram em contato.

A contaminação de componentes orgânicos, como microrganismos, também pode se tornar um problema se não for devidamente tratado quando em efluentes. Esses componentes estão mais presentes em efluentes domésticos, de esgotos sanitários, podendo conter microrganismos patógenos capazes de transmitir doenças sérias à população a partir de uma água sem tratamento sanitário adequado, por exemplo.

O tratamento de efluentes líquidos deve ser feito de acordo com a legislação, e é de responsabilidade da empresa que os gerou tratar o efluente ou destinar a alguma outra empresa especializada. O processo precisa separar os compostos sólidos dos líquidos e destinar cada qual para um processo que elimine ou converta os potenciais resíduos tóxicos em compostos não mais danosos ao meio ambiente, que possam ser biodegradáveis.

A biotecnologia contribui para esse processo de tratamento de várias maneiras. Os compostos mais tóxicos podem ser degradados a partir de processos de biorremediação, que fazem uso de microrganismos capazes de se “alimentarem” a partir destes compostos muitas vezes tóxicos, ou ainda passar por um processo de tratamento intermediado por enzimas, que irão quebrar componentes específicos do efluente em partes mais facilmente biodegradáveis. Tudo isso colabora para o desenvolvimento de processos cada vez mais sustentáveis!

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