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Quais são os principais processos que precisam do DNA atualmente?

O avanço do estudo sobre o DNA (Ácido Desoxirribonucleico) possibilitou a criação de novas ferramentas e processos indispensáveis, hoje, para as mais diversas áreas.

 Já falamos sobre a função e a definição da molécula de DNA, assim como a maneira e o tempo em que ela foi descoberta. Impressionante foi notar o quão rápido foram desenvolvidas as tecnologias genéticas, ou ferramentas de engenharia genética, capazes de analisar e identificar, com precisão, o que cada parte do DNA de um ser vivo pode ter como função e o que faz daquela sequência única para cada ser.

O fato de poder estudar uma molécula biológica que guarda dados tão específicos e tão importantes fez do DNA a peça chave, atualmente, dos mais diferentes processos e no avanço de diferentes áreas. Como no ramo investigativo e policial, por exemplo, mais especificamente na chamada ciência forense.

A ciência forense, quando focada nas análises biológicas de uma investigação, tem como papel principal estudar e identificar o DNA encontrado em cenas do crime, ou até mesmo nas próprias vítimas, para que o criminoso seja encontrado. Podem ser coletadas desde amostras de sangue, pele, e até fios de cabelo, para que o DNA do responsável pelo crime seja identificado corretamente, e que não haja mais suspeitos.

A técnica de identificação utilizada pela ciência forense também é feita em testes de paternidade ou maternidade, que comparam o DNA do filho com os potenciais pais ou mães para verificar a descendência. Isso é possível pois qualquer indivíduo possui metade do seu DNA fornecido pela mãe e a outra metade fornecida pelo pai, o que dá ao código genético desse indivíduo semelhanças com parte de sequências dos pais, facilitando a identificação.

Essa mesma similaridade do DNA entre descendentes possibilita que hoje uma pessoa possa encomendar seu “mapa genético ancestral”. Isso porque um mesmo grupo de pessoas que tenham vindo de uma determinada região do mundo tem uma chance grande de possuir ao menos uma pequena parcela de seu DNA semelhante, caracterizando esse grupo como descendente daquela região, ou até mesmo, descendentes de uma mesma raça.

Outra área de aplicação que utiliza do DNA, e de diversas formas, é a medicina. Além da tecnologia de DNA recombinante para a produção de medicamentos (falamos sobre ele nesse post sobre Biotecnologia na Saúde), muitas síndromes e doenças complicadas de fazer o tratamento acabam ou sendo hereditárias (herdadas pelos pais) ou causadas por alguma mutação em sequências do DNA. Independente da causa, hoje especialistas já conseguem identificar essas falhas genéticas e qual doença está ligada a ela, facilitando o tratamento.

As ferramentas de engenharia genética também são muito aplicadas na agricultura, no melhoramento genético de plantas e alimentos, para que sejam produzidos alimentos de maior qualidade. É possível selecionar partes específicas de DNA, que irão melhorar características da planta (como, por exemplo, mais nutrientes disponíveis no alimento, ou a capacidade para produzir mais frutos) e fazer com que essas características sejam expressas, ou seja, façam parte do vegetal quando ele se desenvolver.

O que achou das diversas áreas que precisam de conhecimentos vindos da engenharia genética? Ainda se espera que muitas outras áreas possam se beneficiar das informações contidas em uma molécula de DNA, então, a tendência é que essas aplicações só aumentem nos próximos anos.

Esse post faz parte da coluna “Biologia para um Mundo Melhor”, que mostra como a biologia e a biotecnologia estão presentes no desenvolvimento sustentável do nosso planeta. Você pode encontrar mais posts como esse com a hashtag #biologiamundomelhor. Compartilhe com seus amigos essa iniciativa e conte para nós o que você achou do post na área de comentários!

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