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Quais são as condições mais extremas que um ser vivo pode sobreviver?

Extremófilos

Desde a lava ardente de um vulcão até áreas com altas doses de radiação, microrganismos extremófilos se destacam por mostrar os limites que um ser vivo pode suportar.

Os microrganismos são seres vivos importantíssimos para o equilíbrio de várias reações biológicas, assim como para o desenvolvimento de diversos produtos biotecnológicos atualmente. Por terem tantas aplicações e funcionalidades, espera-se que esses seres possam crescer nas mais diferentes condições, tanto que já conhecemos microrganismos anaeróbicos (capazes de crescer sem presença de oxigênio, caracterizando o processo de fermentação) e até anaeróbicos facultativos (capazes de crescer tanto com e sem a presença de oxigênio no meio). Mas, é possível encontrar fungos e bactérias em lugares com temperaturas acima de 100°C, ou abaixo de 30°C negativos? Ou ainda, fora do nosso planeta?

Poder sobreviver em condições extremas, isto é, condições onde não se espera que nenhum ser vivo normalmente sobreviva, é a grande habilidade dos organismos extremófilos. Esse tipo de microrganismo possui uma classificação de acordo com a situação na qual ele consegue se desenvolver: os termófilos sobrevivem temperaturas muito elevadas, os psicrófilos sobrevivem temperaturas muito baixas, os acidófilos sobrevivem em ambientes muito ácidos (pH abaixo de 4, aproximadamente), os alcalófilos em ambientes muito básicos (pH acima de 11, aproximadamente), os halófilos conseguem sobreviver em ambientes com altas concentração de sais e minerais, e os microrganismos barófilos sobrevivem em situações onde a pressão é muito alta. E são vários organismos que combinam mais de uma classificação, como aqueles que podem ser encontrados no fundo dos oceanos e precisam suportar altas concentrações de sal e uma alta pressão.

Qual seria o motivo de estudar esses seres?

Microrganismos que são capazes viver em situações extremas possuem a capacidade de produzir ferramentas importantes que contribuem para que eles possam aguentar situações extremas. O conhecimento de organismos extremófilos foi importantíssimo para a biologia molecular, já que a partir deles foi possível encontrar uma enzima chamada de DNA polimerase (capaz de sintetizar novas fitas de DNA) aplicada em testes laboratoriais que necessitam de uma temperatura alta para funcionar adequadamente. Como esses seres sobrevivem situações por muitas vezes tóxicas a outras formas de vida, podem até mesmo serem aplicados na biorremediação, como formas de degradar poluentes.

São importantes também para o estudo da Astrobiologia, o ramo da ciência que busca entender a origem do planeta Terra e a possibilidade de existência de vida no espaço, como na superfície de outros planetas e asteroides. Somente organismos extremófilos poderiam aguentar uma situação onde não há oxigênio, nem água suficientes, além de uma alta radiação irradiada do espaço. São as possibilidades de estudos dentro da biotecnologia, que só crescem e continuarão assim nos próximos anos!

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Um comentário

  1. […] vivos. As bactérias são destaque nessa produção, principalmente aquelas encontradas em lugares considerados extremos em relação a sobrevivência, como por exemplo as bactérias que se desenvolvem em ambientes […]

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