Sustentabilidade

PNUD lança programa Siderurgia Sustentável no Brasil

O programa Siderurgia Sustentável tem como objetivo desenvolver uma cadeia de produção com baixa emissão de poluentes, visando unir esforços para a redução da emissão de gases de efeito estufa no processo produtivo do carvão vegetal

O programa Siderurgia Sustentável tem como objetivo desenvolver uma cadeia de produção com baixa emissão de poluentes, visando unir esforços para a redução da emissão de gases de efeito estufa no processo produtivo do carvão vegetal que, com o programa, passa a ser sustentável, bem como o seu uso pelo setor siderúrgico nacional. A iniciativa foi criada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, com a coordenação do Ministério do Meio Ambiente e recursos do Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF).

O projeto incentiva processos, tecnologias e arranjos produtivos inovadores e mais eficientes para a produção de carvão vegetal advindo de florestas plantadas e para seu uso na siderurgia brasileira. A iniciativa vai ao encontro do compromisso com o Acordo de Paris, que  prevê que os países signatários diminuam suas emissões de gases de efeito estufa, levando em consideração suas condições econômicas e sociais. Em sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), o Brasil se comprometeu a reduzir, até 2025, 37,5% de suas emissões em comparação com dados de 2005. No documento do Brasil está relacionada uma série de medidas para se alcançar o resultado esperado de redução de emissão de gases de efeito estufa, dentre os quais se destaca restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e promover o uso de bioenergia sustentável.

Na siderurgia, o carvão vegetal é utilizado como termorredutor, ou seja, não apenas para gerar energia térmica, mas também como fonte de carbono, um dos principais ingredientes na produção do ferro-gusa, aço e ferroligas. Esses produtos são de notória importância para a economia do Brasil, pois estão presentes em todos os aspectos da nossa vida, sendo parte da estrutura das residências e também dos meios de transporte, além de estar presente nas máquinas, motores, ferramentas e equipamentos que produzem energia, alimentos e até mesmo roupa.

O Brasil detém o conhecimento e a capacidade para produzir, de maneira sustentável, o carvão vegetal oriundo de florestas plantadas, manejadas de forma adequada. Dessa forma, o carvão vegetal contribui para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa, que provocam a mudança do clima, além de gerar empregos na área rural e contribuir para a redução da pressão sobre as matas nativas.

Minas Gerais foi escolhido para receber o projeto não só porque o estado abriga a maior produção siderúrgica a carvão vegetal do país, mas também pelo pioneirismo no incentivo à sustentabilidade no setor. “A siderurgia e, principalmente, a siderurgia de ferro-gusa, é considerada em Minas Gerais um setor dinamizador da economia nacional”, destaca Wagner Soares Costa, gerente de Meio Ambiente do Sistema da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). “O estado já possui tradição da siderurgia a carvão vegetal”, completa.

 

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